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Terça-feira, Novembro 30
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18:50  trilha do dia: sim, é a Sarah McLachlan. é pra dor de cotovelo, é o tipo de música que ouvia muito quando pirralho... mas acho bacana. e tadinha, a pasta dela não era acessada há mais de um ano. [ ]
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18:39 caixas de sapato...
Ontem foi dia de minha irmã usar o computador... o que sempre resulta num nervosismo estranho em minha pessoa, que sempre procuro qualquer coisa pra fazer. Arrumar o quarto, assistir um filme, tirar um cochilo ou, como a maioria das vezes, revisitar o passado. A foto do post anterior teve origem aí. Reabri a maioria das minhas caixas-arquivo, algumas extramemente recheadas como as de 1997 (3º ano colegial) e 1998 (cursinho e início de faculdade), outras mirradas e irritantes como a de minha infância com um monte de desenhos e brinquedos de papel estúpidos.
Mas no fim das contas só serviu pra eu sentir um certo desprezo pro tipo de pessoa que eu era. Não tenho muito orgulho. Era um brega-platônico, uma criança besta de piadas super internas e sem a mínima graça. Basicamente um idiota. Mas pelo menos tem coisas que me orgulho, como o roteiro de meu primeiro vídeo de verdade, "Uprising", feito pra uma gincana no Colégio Anchieta. Na verdade era um roteiro original da atriz principal totalmente rabiscado por mim, com anotações e pseudo-storyboards. E foi legal ver que muita coisa acabou no trabalho final...
Bobagens assim, como o desenho abaixo, com o qual ganhei um concurso aí da empresa de meu pai aos 14 anos e ganhei um super nintendo, meu último vídeogame. O tema era "Herói" e vinha uma folha em branco e cinco lápis de cor. Venci na categoria de 14 a 16, se não me engano. A maioria dos outros vencedores colocou o pai no desenho. E um rapaz colocou Jesus. Que coisa. E talvez tenha sido uma das últimas vezes que fiz uma ilustração colorida. Bem uéun, na verdade.
Mas enfim, passado é algo bacana... mas ficar revisitando com frequência pode ser bem incômodo.
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Segunda-feira, Novembro 29
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20:08
Eu, Magrão e Romário... Portinari, 1996
É, algumas pessoas podem me achar um cara legal, mas querem saber? Eu sou um filho da puta de vez em quando. Esse ano de 1996, quando despiroquei e me debandei do Anchieta para o primeiro ano de funcionamento do Colégio Cândido Portinari para cursar o segundo colegial, foi um daqueles períodos que na memória se firmou como um verdadeiro ponto de virada. Perdi a virgindade, tive amigas mulheres, comecei a fumar, a beber sem noção, consegui virar um bom aluno de química, comecei os projetos cinematográficos não realizáveis, fiz com a galera meu primeiro trabalho "visto e aplaudido", o famoso "Fandangos"... enfim... E essas figuras aí da foto foram dois grandes amigos, que faziam parte do grupinho inseparável.
Mas eis que o traidor aqui volta para o Anchieta no ano seguinte... e por mais que tentasse voltar às raízes, não se achou e acha não achou tempo para visitar e manter essa longa e importante amizade. Ainda falo com eles hoje em dia, mas... é sempre como reencontrar um colega de infância. Falta de assunto. E remexendo em caixas de sapato hoje encontrei um envelope preparado pelos caras, com recados de várias pessoas da sala, uma carta escrita de trás pra frente e bagulhos engraçadinhos. Esses dois aí reclamavam comigo, "responde o e-mail pô". Um outro me chamou de desertor... hehehe, e no fundo, no fundo foi um pouco disso. Abandonei aquela galera. E só mantenho contato com eles de forma bem branda. Claro que será juntar pra tomar uma cerveja que tudo ficará às mil maravilhas de novo... mas enfim...
Portinari. Agradeço muito àquela turma, na boa. Comecei a me tornar o que sou por causa daquele lugar e daquelas pessoas. Chuif... [ ]
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Domingo, Novembro 28
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19:40 Arrisco? Tipo... duvido que conseguiria... mas deixa tudo em seu tempo. Talvez seja cedo demais pra qualquer tipo de decisão. Mas que foi inesperado e engraçado foi. Veremos o que será... que enigmático hein? Spoooookyyy.... uuuuuuuuuuhhhh.... [ ]
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Sábado, Novembro 27
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07:37 ah, homem aranha 2 atrasado na gpw.,.. e ironicamente estoiu bebebdo mninha agua comn gas no copoi do homem aranha 2, que doica uehslnsubneiudhbed [ ]
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07:36 estoy... extramamente,.... bebado...
longo dai foil. 9 da ma
nha as 6:36, QUE SA OAGOREA
CLIP rules... lildi rules a troz o muno ineteiro. pouta que parui... [ ]
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Quinta-feira, Novembro 25
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12:34
SONHO
A última cena do sonho trazia eu e zeba combinando algum cinema, quando maritana liga pra ele dizendo que ia rolar pré-estréia de "Os Inscríveis" legendado às 8 da noite. Pena que não pude assistí-lo durante o sono.
Antes disso teve uma longa sequência aqui em casa, basicamente no meu quarto e na sala - e finalmente esses lugares ralmente pareciam com meu quarto e minha sala. Eu aqui, família já na mesa almoç... jantando - era de noite - mas eu estava na janela, olhando sei la o que. Eis que , no motel Le Plasier aqui em frente ao meu prédio, vejo, pela primeira vez em uns 10 anos, não só um mais dois quartos do lugar, com cenas tórridas rolando. Em um, um sujeito já meio coroa trepava com uma jovem morena. No quarto de baixo, um carinha mais jovem fodia com uma enquanto bolinava uma segunda a lado dele.
Duas coisas curiosas nesse trecho é que minha visão (sempre sonhei em primeira pessoa) meio que deu um zoom. Parecia que estava olhando a cena de binóculo (ainda bem)... ah, e o motel estava um pouco diferente, as janelas estavam consideravelmente maiores. A segunda coisa é que os dois "casais" meio que não estavam nús em pêlo e usavam umas peças estranhas de roupas. Não demorou muito pros rapazes terem seus orgasmos e rapidamente deixarem o lugar. à essa altura eu já fumava um cigarro na janela do meu quarto, enquanto a família continuava esperando na sala.
Vi então o jovem, o coroa e as três garotas saindo para uma espécie de garagem ao lado do motel. Isso existe, só que é o estacionamento do Bambara, restaurante do lado oposto do motel. Nitidamente eles estavam prontos para uma festa à fantasia, ou mais provavelmente saíram de uma. Lembro que pude escutar um pouco da conversa, mas não me recordo sobre o que foi. No fim das contas, seguiram para algum barzinho. Pensei em ligar pra meu amigo Márcio para mencionar o fato e sugerir a ele procurar nos bares ali por perto umas meninas fantasiadas, pois seria uma foda garantida.
Antes disso, no sonho, rolou algo com uma exibição num cinema. Assim como outros "cenários", o cinema tem sempre um aespecto muito parecido, tendo um saguão que lembra aqueles observatórios norte-americanos, e uma sala... que lembra uma sala de cinema, lógico, mas tem um aspecto único que não sei descrever - já fui bom nisso. Enfim, não lembro da história nesse trecho do sonho. Só que tinha um cinema.
É, no fim das contas esqueci de quase tudo... e todos esses trechos meio que têm sua explicação, como sempre, mas tou com preguiça de dizer. [ ]
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03:25 OUTUBRO DE 2004
Eu e Adriana dançando Nelson Gonçalves num barzinho em Trobogy, às 11 da noite de um sábado até o momento sem sucesso.
[é, tem momentos que provavelmente eu ia esquecer se não fosse meu extinto site... vou parar de ler se não atualizarei isso aqui umas 10 vezes hoje. ode ao DdB!] [ ]
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03:18 HÁ QUATRO ANOS ATRÁS, NO DIÁRIO DE BORDO
Que noite mais estranha foi a de ontem. Além do fato raro deu ter estudado, passar 9 horas convivendo com outras três pessoas dentro de um apartamento foi uma experiência notável.
Fomos estudar Mídia no apartamento de Tenille. Ela está morando sozinha já tem algumas semanas e ainda não tinha ficado lá por muito tempo. A reunião de estudo estava marcada para as 8 da noite, deviam ir eu, Joana e Alexandre. Joana é a melhor amiga de Tenille, e assim como o outro citado, é minha colega lá da faculdade. Alexandre Guena é um videomaker que fez cinema em SP e quem fez a edição para 5 minutos de "Capitão Cometo" e que também tem a coleção quase toda dos DVDs de Stanley Kubrick.
[invejo o cara por isso]
Tinha algum tempo que não andava de ônibus. Saí de casa com o dia ainda um pouco claro, pois a viagem ia ser longa. Coloquei a mochila nas costas, falei com o pessoal e fui pegar o buzú.
Demorou pra cacete, tanto para o transporte chegar como a viagem daqui do Costa Azul (na orla) para Brotas (o bairro que dizem ser o destino final de qualquer caminho feito em Salvador). O buzú fez cada volta filha da mãe e devo ter ficado nele por quase uma hora. Mas adoro andar de ônibus, observar as ruas, as pessoas, a igualdade do ser humano e a diferenciação de anseios e desejos. Quando eu era criança eu imaginava como seria o mundo se na atmosfera, por todos os cantos, tocassem músicas relaxantes, pensativas. Quando ainda estava na rádio Metrópole estagiando, fui uma vez trabalhar com um CD Player e o CD de "De Olhos Bem Fechados", que tem uns instrumentais muito bons. Eu andava parecendo um zumbi, tudo parecia estar em câmera lenta, uma cena de filme. É incrível como o tipo de música realça a percepção, fantasia o que esta à sua volta. E ontem, quando saía daqui pra casa de minha amiga Ti, e olhava para as ruas e as pessoas voltando pra suas casas.. queria que estivesse tocando alguma canção como essa. Só para viajar um pouco além.
Cheguei lá no ap, Joana e Tenille super à vontade, já preparando um lanche pro jantar. Até Alexandre chegar umas 10 ou 11 horas, conseguimos estudar quase tudo, assistir à diabética "Laços de Família" e escutar "n" vezes a faixa 2 do CD de "Magnólia", preferida de Tenille - e que eu e Joana tivemos que aturar. O CD é meu, ficou na mão de Joana por um bom tempo, depois que ela caiu de paixões por ele. Agora tá lá na casa de Ti. Tou com saudades... do CD.
Depois que Guena chegou, voltamos a estudar e ficamos assim até mais ou menos meia noite. A partir daí... bem, a partir daí tomamos umas cervejas e ficamos a bater papo, fazer brincadeiras como "Eu Nunca" e Stop, escutar uma infinidade de discos (muito Beattles, Marisa Monte, minhas trilhas sonoras, meus discos de músicas dos anos 50-70...), e conversar, conversar, conversar. Fui dormir 5 da manhã.
Hoje não tivemos aula cedo. Só lá pelas 11. Então não havia muita preocupação de se levantar depois de uma noite como aquela. Eu dormi no quarto de Tenille, num fino colchão de visitas estendido sobre a esteira de palha que fica ao lado da cama dela. Eu tava meio derrubado, tanto de sono como das poucas cervejas que rolaram na madrugada. Foi deitar e dormir em poucos segundos.
Deviam ser umas 6 da manhã quando senti uns respingos nas minhas costas. Abri os olhos, que estavam salgados de pouco sono. A boca, seca e sedenta, tossia um pouco por causa do frio. Olhei para a janela logo acima de mim, estava quase claro. Algumas nuvens e respingos de chuva. Virei a cabeça para o outro lado e estava Tenille dormindo. Meus olhos fecharam novamente.
Não demorou para o alarme tocar. Na verdade foram 15 minutos depois deu ter acordado-dormido que eu comecei a escutar o irritante apito do pequeno alarme que Ti usa para acordar cedo para ir pra faculdade. Ela não escutou. E eu nem me tocava de que estava escutando, porque continuei a tentar dormir e não dar bola para o barulho. Mas chegou a um ponto, uns dois minutos depois dele ter começado a gritar, que chamei por Tenille e ela desligou o aparelho. Voltamos a dormir.
Acordar às 10 horas não foi lá muito legal, mas a aula de Mídia era importante. Foi legal acordar com ela, fazer café, se arrumar pra sair... Nunca tinha ficado num lugar com aquele sentido de "colegas de quarto" e foi divertido. Já cheguei a cogitar em dividir o ap com ela se o pessoal aqui de casa fosse mesmo pra SP ano que vem e eu ficasse por causa da faculdade. Seria divertido.
Mas achei incrível como a noite rendeu. Como as pessoas conseguem sobreviver de conversa. Po, foram 9 horas que passaram num instante. E a base de tudo foi o papo. Rolou de tudo, claro, mas eu acho fascinante nossa capacidade de comunicação.
Ainda dei umas dormidas hoje de tarde, mas foi tudo muito vesgo e indisposto. Não fui pra natação e devo ir às 11 da noite reassistir "Alta Fidelidade" com Mingau.
No mais, assim como quase todo mundo aqui em Salvador, tou meio batido com a história do casal de adolescentes que foi esfaqueado num manguezal lá pro litoral norte da Bahia, perto de Camaçari. Eles tinham ido para um churrasco com a galera do colégio, saíram os dois para passear e... foram esfaqueados no pescoço, nas costas, os dois e... foi meio chocante. Não é nada que não aconteça sempre em qualquer lugar do Brasil, mas... é que quando as vítimas são mais próximas do nosso mundo a gente sente mais do que se trata. É a vida... e meus pêsames à família dos dois.
(...)
E semana que vem vai ser o inferno na terra. Um monte de trabalho, prova, aula, entrevistas, o cacete a quatro! Que tudo corra bem.
[na real, só busquei esse texto porque procurei nos meus arquivos os diários com a palavra "frio" e achei esse de novembro... achava que era incomum Salvador ficar coberta e cinzenta desse jeito nessa época do ano. e por coinciência hoje quase encontro Tenille na locadora... não vejo minha grande amiga há muito tempo. enfim. velhos tempos.]
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Terça-feira, Novembro 23
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13:28
som do dia: peter gabriel
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13:23 SONHO
Bom, não foi nada de espetacular. Pelo contrário, bem realista pra o que vinha conhando. Misturou um pouco da viagem de cruzeiro que vai rolar em Janeiro, o reveillon incerto e... e só.
Bom, acho que tudo começa com essa sequência onde aprendo a voar sobre a água. Subo além das nuvens, desço descontrolado, vernoso, reconhecendo que não nasci praquilo. Se não me engano o tempo acabou fechando ou algo assim. A transição desse propróximo sonho é um pouco incerto.
Feriadão de Reveillon em algum resort/morro de são paulo da vida. Com a galera de sempre de viagens (Márcio, Ernesto, etc, etc) estamos nessa casa, obviamente socada de gente, com banheiros funcionando mal, três ou quatro dormindo por quarto. Hmmm, acho que não foi o lance de mal tempo e sim de fim de mundo. Acho que o litoral tinha começado a ser invadido pelas águas e metade da galera foi embora. Eu fui dos que fiquei, claro. Alguns trechos se mantiveram vívidos... a chegada de Carol, uma figura de Guarajuba que eu e Márcio não vemos há séculos... a estranha neve que vimos do lado de fora... a falta de luz e presença de bichos estranhos pela casa... e meu caso com essa garotinha de uns 15, 16 anos, que tinha um irmão mais novo que ficou bem amigo de minha irmã.
As pessoas começaram a insistir pra que eu mantivesse o tal do caso porque ela era de família rica. Até lembro de uns dois amigos comentando, "ontem eu bebi de graça a noite toda saindo com uma riquinha aí, aproveita!". Achei meio sacanagem.
Hmmm, lembro da praia entregue às champagnes... é tudo meio escuro ao meio dia, se é que me entendem. O que deu esse ar de realismo fantástico ao sonho.
Então, eu no fundo queria apenas uma ficada com ela mas a coitada parecia estar levando a sério, meio que me perseguindo, aparecendo em lugares incômodos, quando estava a sós com amigos tomando umas... coisas assim. Teve algum momento num banheiro, de teor sexual, mas não lembro o que foi. Eu vendo ela ou ela me vendo... enfim. Sei que desse trecho da história veio uma sequência meio nada a ver, na qual eu e o pai desses dois irmãos íamos levar os dois na escola...
ÔPA! Lembrei de um fato meio louco. O dia em que tudo aconteceu era um feriado. Um feriado acomum - algo como um dia pós reveillon, um feriado não oficial. E isso originou algumas situações que não lembro agora... apenas essa que estava contando...
Então, levávamos os dois. Eu na frente, os dois atrás e o pai dirigindo (!). O Pai estava calado, meio mal humorado. Os dois irmãos estavam caracterizados de "estudantes de colégio de barão". Chegamos a essa espécie de shopping, num estacionamento (de novo...ZzZZ) no sub solo. Tudo vazio, sendo que antes de chegar lá lembro de ver a cidade (já à noite) bem vazia. Provavelmente a população foi embora por causa do cataclisma ou algo assim, se eu for tentar seguir a lógica. Enfim, deu que o pai começou a desconfiar cada vez que rodávamos mais no tal do estacionamento. Indagava os filhos se tudo não estaria fechado. Os filhos dando certeza de que eles estavam certos. Chegamos no suposto lugar do colégio - a aparência era de uma revendedora de carros abandonada, so que sem carros e com aquelas clichês banderolas coloridas no teto. Dentro do lugar - tudo escuro, continuando minha teoria de que luz elétrica é coisa rara em sonhos - uma série de cadeiras enfileiradas e algumas pessoas sentadas, aguardando o que provavelmente seria uma prova. A famíla de reuniu em frente a uma mesa, conversando com uma senhora que não queria deixar os meninos fazer a prova, por causa de notas baixas... enfim... daí pra eu mudar de sonho foi um estalo.
Não sei se era no mesmo ambiente do lugar do Reveillon. Parecia ser por causa de pseudo-repetição de personagens e do clima geral de alegria, descontração, etc. Tinha esse evento de arte, que encontrei ao acaso. Assim, quando vi aquela varanda entupida de gente, assistindo ao meio duas garotas ao violão, no sonho tive aquela clássica reação de que eu sabia que estava rolando aquele evento, só que esquecera. É a estranha realidade dos sonhos. Enfim, lá estavam Gabriela e Letícia, garotas do Anchieta que foram super amigas e que hoje nem são mais tanto. Conhecia as duas, quando cheguei recebi acenos e sorrisos das duas. Enfim, lá estavam elas com violões, sentadas em banquinhos de balcão - a lá João Gilberto. O número era um musical-dança em que em algum momento desceiam uns dançarinos de um espaço entre a parede e o canto do teto, ajudados por pessoas da equipe da produção. No meio da apresentação estava a diretora dando indicações. Em algum momento ela olha na minha direção, mais precisamente pro povo atrás de mim, que estava fazendo barulho e rindo alto. Manda eles pararem, eles tentam se explicar, mostrando esse álbum recheados de fotos-montagem com um rosto que lembrava aquele polegar do filme "Kung Pow", que pouca gente viu. Enfim, não teve a menor lógica alguém ter um álbum daqueles mas achei engraçado, me sentindo mal por ter rido. Ao recomeçarem o espetáculo, surge uma dnaçarina com um peito de fora. Saio correndo pra chamar luna, na intenção de dizer, "Peitules" e ele ir assistir a parada. Saio pra procurar o sacana e ele esta nesse jardim cheio de gente. Ele e mais uns amigos numa roda fazendo o que eu não lembro. Desencanei. E o sonho muda.
Tem essa sala em que uma mulherada e um costureiro estão colocando etiquetas em calças. Uma garota me puxa, entrega uma etiqueta pra o costureiro, que começa a prender aquela parada na parte de trás da calça. E eu com medo que o cara alfinetasse minha bunda. No final das contas o cara era broder e saí de lá com a "calça nova", em direção a saída. O mais impressionante é que a estrutura física do lugar era reminiscente à de outro sonho, e eu lembro qual foi. O da loja sendo demolida, na qual encontro o corpo de alguém, saio correndo entre escombros... enfim, lembro daquele corredor e da escada que levava ao ar livre. Sonho muda.
Em algum momento me perguntei se aquilo tudo, as aventuras toscas que poderia viver em qualquer lugar, teria valido a pena o preço pago. Em algum momento tudo que vivera teria feito parte da viagem de cruzeiro com minha mãe - a pagante de tudo - e reparei que tudo que fazia era ficar no quarto o dia quase todo e sair de vez em quando pra tomar umas. Definitivamente não valera a pena. Não tinha ido em restaurante japonês ou no cassino, como pensava. Eu, minha mãe e minha irmã (nós três iremos pro tal cruzeiro em janeiro) sentamos nesse restaurante bem meia boca pra comer algo. Chamamos um garçom, minha mãe começa a comentar negativamente sobre o lugar e o cara sai sem dar satisfação. Puta da vida ela vai até o cafofo no interior do restaurante onde provavelmente estavam os funcionários. Eu tava achando tudo bem absurdo. O restaurante tinha essa vermelhidão de restaurante chinês, mas um aspecto de lugar barato de estrada. E os funcionários em nada me lembravam as histórias e posturas que Epilef (amigo que está trabalhando num cruzeiro) me contara. Mas deu que minha mãe reclamou lá e estendeu o papo, como sempre faz. Ficou amiga do que pareceram ser a gerente e a dona, ficou fuçando peças publicitárias do cruzeiro, me passou algumas pra escanear e...
e cansei... mas foi basicamente isso. Ainda tiveram "cenas extras" como achegada de várias novas mulheres na tal da casa lá no reveillon... mas enfim. esse sonho só serviu pra me fazer voltar a treinar um pouco. [ ]
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Segunda-feira, Novembro 22
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18:14 só uma coisa... é muito mais divertido tirar um cochilo escutando um sol relativamente alto do que ficar de bobeira na internet a tarde toda. aprendi a fazer algo hoje durante o sono (não o sonho) que pra mim foi um avanço e tanto. pensem numa descarga elétrica dando uma resetada no corpo. é mais ou menos o que consegui fazer duas vezes ao revirar os olhos, apertá-los de alguma forma, escutar um zumbido trêmulo ensurdecedor e sentir todo o corpo se embolar pra dentro (!). A primeira vez que fiz consegui travar meus membros (aquele estado petrificado, que só com muito esforço dá pra se libertar... e aprendi que não dá pra falar quando se está assim. tentei gritar minha irmã e só saio um rabisco de voz); e na segunda foi s´ocomo uma descarga elétrica.
Enfim, nessa aventura sonhei com algumas bobagens também, mas não foi tão divertido quanto isso. Bala! [ ]
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15:08
som do dia: white stripes [ ]
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09:03 SONHO
(o que estiver em "[]" são comentários sobre possíveis causas do tema do sonho)
Ok, vamos lá. Não sei por que diabos mas acabei ficando destreinado nisso. Mais uma vez, só fragmentos.
Eu perdido numa cidade, visivelmente Baía Formosa - RN, de novo. Nada muito nítido, exceto pelo trecho em que estou numa rua mais elevada e pergunto para um casal lá pelos seus 40 sobre uma escola não sei das quantas... não lembro a resposta.
[fotos que escaneei do documentário sobre o bispo Dom Campelo, que construiu escolas no interior de Pernambuco... e bate papo no MSN com Luna e o Gaffer de "Sonhos de Peixe" sobre o andamento do filme]
Cunsultório... rato. Médico meio louco que estava fazendo testes comigo e com esse rato. Na verdade foi uma sequência de dias, meio que o andamento de experimentos ao longo de alguns dias. Em algum momento ele atende crianças, fazendo simples curativo. Eu consigo fazer com que o rato fuja, mas o médico chega na porta bem na hora. Lembro que o rato volta rapidamente para uma mesinha onde tinha um computador e pela primeira vez achei o bicho simpático e achei incrível como ele estava condicionado - lembro de ter pensado, "é por isso que usam eles em laboratórios". O consultório em alguns momentos parece uma tenda, em outro parece um... consultório, com uma pequena janela que dá para uma iluminação de fim de tarde do lado de fora.
[a última vez que vi um rato foi em "O Segredo do Abismo". E todo o lance do médico pode ter a ver com a descoberta do meu problema - dermatite crônica espongiótica - que aparentemente está sanando. O lance em sentir fazer parte de um experimento pode ter sua causa num comentário que fiz ontem com alguém no MSN. "acho que o sexo ajudou na minha cura, vou comentar com a médica essa semana". coincidência ou não, acreditem... realmente melhorou!]
Estacionamento (mais uma vez... que saco!) daqui de casa, eu e... meu irmão, talvez? Sei que a gente recisou ficar de cueca, tirar a roupa por algum motivo, e acabamos presos no estacionamento. Adriano - ou seja lá quem era - estava doente, ou bêbado. Caído no chão do elevador. Comecei a me preocupar que chegasse alguém e nos visse daquele jeito. Em algum momento, já de volta ao estacionamento, o resto da família chega de carro, minha mãe falava alto e...
[bem, assisti o tal do "Pieces of April", que trata de reuniões familiares entre membros desligados há anos... o lance da cueca? sei lá.. talvez o fato deu estar precisando comprar roupas?]
nada mais recordado. [ ]
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01:04 outro dia parei pra lembrar... que não choro há muito, muito tempo. Provavelmente a ultima vez que me recordo de ter chorado foi há um ano e meio, quase... tudo bem que me emocionei pacas com filmes como "21 Gramas" e "Terra de Sonhos", mas foi pelo filme em si, nada comigo em particular. Como aconteceu com "A Historia Real", de David Lynch. Cai em prantos por ter me identificado, ter tido medo do futuro, coisas do gênero. E hoje assisti "Pieces of April", com a Katie Holmes. Um filme simpático, feito em digital, ótimos atores, tudo certinho... teria apenas adorado o filme, se não fosse por uma estranha ligação com o "História Real". Em suma, descontroladamente chorei aos últimos minutos desse drama. Sem saber muito o por que. Desconfiando, mas sem me entender. Agradeço ao diretor que esqueci o nome. O cara eh novato fez um trabalho estupendo, barato, sensível e bem feito. É isso aí.
Meu irmão me ligou hoje, apesar de não ter conseguido escutá-lo... preciso falar mais com ele. [ ]
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Domingo, Novembro 21
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03:51 não sei por que, mas os bêbados do rio vermelho sempre me acham boa gente. óbvio que eles sempre acham todos boas gente. sejam cultos, mendigos ou velhos viados enrustidos. parece que atraio esses seres. hoje foi a vez d eum artísta plástico que, segundo ele, será o maior artista baiano, depois que terminar o quadro de EXU que ele planeja há anos. ele tinha até um livro e uma revista recém comprados sobre o assunto. bem, soou meio como um integrante da oxiúros artes que decaiu e vive incomodando jovens desapercebidos.. caminhando na madrugaaada... pela escuridããão... [ ]
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Sábado, Novembro 20
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09:27 SONHO
Ainda estou meio atordoado. Acabei de acordar. Sei que o sonho foi grandioso, mas me falha a lambrança. O trecho antes due acordar tinha relação com exorcismo ou algo do tipo. Eu e minha irmã, aqui no meu apartamento, combatíamos uma espécie de crucifixo, jogando um objeto que não lembro qual é, em cima dele - saindo aquela fumacinha típica de água benta e vampiros. Lembro nitidamente do local onde o crucifixo estava afugentado, no canto da porta de entrada.
Teve algum outro momento em que falei pra meu pai do pente de memória que chegou ontem. Nada demais.
Droga... eu sei que sonhei com algo maior... vejo Tia Fernanda, mão de Dinha e Márcio. Vejo eles. Acho que sou hóspede deles. Jantar? Restaurantes.. festa... droga, as imagens estão em pequenos fragmentos, mas não consigo me recordar da lógica narrativa... se é que tem lógica.
Abandono aqui. Que droga. [ ]
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Sexta-feira, Novembro 19
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12:27 O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO EM ALGUM MOMENTO DE 2002, E TRATA-SE DO TEXTO DEFINITIVO QUE TERMINOU COM O MEU EXTINTO DIÁRIO DE BORDO
Decreto fim
Foi bem inútil nesses últimos meses eu vir aqui pedir desculpas pelas demoras, dizer que vou tentar escrever constantemente e só voltar a atualizar o site 15 dias depois. Já estava meio que claro que o Diário de Bordo estava mesmo chegando a um fim. E isso não é de hoje. Desde o ano passado, quando quase deixei de falar com meu irmão por causa de um diário, quando me tornei alvo de repulsa por duas turmas da minha faculdade por causa de minhas impressões sobre noites de filmagens¿ tinha chegado a um ponto em que decidira. "Não vou mais escrever como antes, minha vida não será mais tão aberta a todos, definitivamente." Cheguei a tentar voltar a escrever, motivado por um aumento repentino de visitas, mas¿ deixou de ser a mesma coisa. Virou uma recapitulação bajuladora do meu cotidiano, algo chato, sem sentimento algum. As coisas que realmente sentia, passei a bloquear. Muita coisa que queria dizer, não queria expôr. As exposições naqueles tempos tiveram resultados decepcionantes e não queria estragar mais nada por causa de uma porra de um site, que hoje me arrependo profundamente de ter mantido durante esse tempo todo. Não me levou a nada, não ganhei nada com ele. Tudo bem, melhorei um pouco minha escrita, pessoas viraram meus fãs, e criei esse arquivo imenso de memórias¿ cuja maioria não tenho tanto orgulho. E chegou a um ponto em que esse meu passado, pra mim e pra outras pessoas, passou a incomodar de verdade.
Minha mãe sempre me disse - e eu sei que isso soa meio meio clichê - que achava um absurdo eu falar de minha vida de forma tão aberta, falar de meninas de forma tão aberta. Eu nunca dei muita trela e ia espetacularizando bobagens, criando fantasias inexistentes, pra manter o diário interessante, pra receber mensagens de elogios¿ fui um estúpido e é difícil pra mim, me ver dessa forma. Por isso que as vezes em que fui sincero e fui bombardeado, desisti de tudo passei a fazer meu trabalho sem nenhum atrativo a mais, nenhum enfeite. Passei a ser cru, calculista e frio. Poucos espasmos de real inspiração surgiram ao longo do tempo¿ mas no fundo era sempre aquela coisa de escrever pensando: "ah, preciso dar algo que os leitores gostem, os leitores, blá blá blá". Os 50 e poucos que sempre vieram aqui, na verdade. E não a mim. E um diário serve pra quê afinal? Pois essa mudança de foco me levou a deixar o Diário de Bordo em terceiro, quarto plano em minha vida. Começava um namoro que dura até hoje e que está sendo o relacionamento mais feliz e perfeito da minha vida, voltava a ter uma relação intensa (não entendam mal) com meus amigos, tentava investir tempo na faculdade¿ tudo parecia muito mais interessante e válido do que escrever o diário. E foi ficando assim.
Senti que desde essa virada fui muito injusto com minha vida. No sentido de ter vivido coisas sensacionais e nenhuma delas ter entrado no Diário. Eu ter conhecido Minha Paulinha, todo o desenvolvimento da nossa relação (do engraçado início com o papo de "relacionamento aberto" até os dias de hoje, quando estou mais apaixonado do que nunca estive em toda a minha vida)¿ ficou de fora do diário¿ viagens incríveis pra Mangue Sêco e Morro de São Paulo, ficaram de fora. Aventuras e noitadas com meus amigos, histórias hilárias¿ ficaram de fora. As grandes atrações se tornaram narrações sobre trabalhos de faculdade. Pelo menos é como eu me lembro. Os acontecimentos e pessoas mais importantes dos últimos meses meio que não participaram do diário. E foi injusto. Comigo, com eles, com o Diário, com os leitores. E não houve jeito deu voltar a ser como antes. O fato é que cresci, não vou ter mais tempo pra fazer essa coisa juvenil e tenho muito mais coisa interessante para publicar na Internet do que a minha vida pessoal. Falar sobre cinema, vídeo, meus filmes, meus roteiros, os vídeos feitos pela Oxiúros Filmes, as histórias de filmagens, minhas impressões sobre filmes nos cinemas, sobre festivais locais, sobre a linguagem cinematográfica, linguagem videográfica, um leque imenso de textos muito mais úteis para a sociedade ou sei lá mais o que do que minha vida pessoal. Essa eu tenho minha memória pra guardar. Foi pretensão demais minha achar que eu escreveria esse Diário até ficar mais velho. Vocês acreditam que eu pensava que ia escrever sobre meu filho, o crescimento dele, todos os detalhes?¿ Pois é, mas eu penso que¿ vai que em momentos de felicidade extrema eu não escrevesse nada, ou que em momentos de irritação eu fosse escrever qualquer coisa que estivesse me incomodando com o bebê, com a criança. Não sei. E 10 anos depois ele leria aquilo tudo. E de repente eu seria um pai vilão, apesar dos anos e anos de vida feliz. Eu sempre fui ingênuo em achar que o passado não teria poder no presente, mas estava enganado. E o pior de tudo¿ o passado não escrito é simplesmente massacrado pelo passado comprovado. Com toda a razão. E eu me sinto impotente frente a isso.
Por isso terminar de vez com o Diário, na sua concepção de tentativa de relatar o MEU dia-a-dia, a MINHA vida, nesse momento, é o mais saudável a se fazer. Muito do que não escrevi não vai ter a força dos acontecimentos comprovados. E isso basta para que simplesmente mais NADA "exista". Não esteja mais disponível. O presente, com suas felicidades e extasiantes aventuras e belezas, pode acabar se prejudicando pelo passado existente e o "não existente". O melhor de tudo é apagar. Não acredito muito na força do passado. Ele só existe para nos entendermos melhor. Não para vivermos melhor.
Então, este site passará a ser o "Diário de um CineAmador". Não sei quando estarei com esse projeto concluído. Talvez quando me sentir completamente à disposição. Vou tentar continuar a escrever as críticas para filmes¿ não sei bem. Não vou me apressar. Minha vida tem coisas mais importantes para me preocupar. A história que eu e Paulinha estamos construindo é algo inimaginável. Eu ter a companhia daquela beleza única diariamente, saber que mais de 7 meses de relacionamento (incluindo período não oficial) não demonstra NENHUM sinal de cansaço, que a cada dia coisas novas me encantam ainda mais, que o futuro cada vez mais vai sendo delineado com ela ao meu lado, que nossas vidas estão conseguindo conciliar a de cada um¿ tudo que eu sempre imaginei num namoro não chega perto do que somos. Beijar, dançar, cantar, viajar, escrever, transar, estudar, assistir, caminhar, filmar, ler, dormir, escutar, dizer, conversar, dirigir, tudo que fazemos juntos tão bem e tão inesquecivelmente não precisa de um outro passado.
Volto com o tempo. Valeu por tudo, caros poucas dezenas de leitores. Que a força de cada um os proteja.
Tou ouvindo a trilha de "A Missão" e a música deu uma elevada emotiva no final que me levou a dar uma gargalhada. Bem final hollywoodiano. Enfim... [ ]
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Quinta-feira, Novembro 18
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13:49 SONHO
Hoje foi praticamente nulo. Tive meu momento sonâmbulo. Minha mãe veio me acordar e pedir pra dormir no quarto dela, por ter sonhado com o filme "Os Outros". Mas não lembro disso. Foi meio assustador dormir no meu quarto tranquilamente e acordar azoado no quarto de minha mãe. Enfim... na real o sonho foi interrompido. Eu estava num avião, conversando com uma garota, estranhando que a lotação estava cada vez maior e que algo ia dar errado. E é só o que lembro. Uma pena.
(...)
Ainda não sei o que eu tenho. A desidrose nas mãos continua. E os outros processos. O resultado da biópsia pode chegar hoje. E meu pente de 512 MB chega até amanhã. 1 GB de memória eh algo surreal, sinceramente. E é isso. ZzzzZZZzzzZZzzzZ.
(...0
E mais uma vez eu repito. O mundo não está certo. [ ]
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Segunda-feira, Novembro 15
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05:52 SONHO
acordei de forma muito estranha nesse momento da madrugada. foi meio cochilo de umas duas horas mas, como vem acontecendo, o sonho foi real demais pra eu deixar passar em branco. lá estava eu, engenheiro civil, trabalhando numa empresa qualquer. estavam lá amigos que viraram engenheiros, e outros muito nada a ver, como Mingau e Luna. Enfim, em dado momento descubro o projeto de um colega em uma gaveta minha. vejo ser mais interessante que o que vinha fazendo... aliás, parecia muito com algo que já queria fazer - sei lá, aquela sensação de que isso veio de outro sonho.
(corte de tempo)
Virei meio que um chefe de obras, levantando o prédio que tinha a cara do tal do projeto. As pessoas elogiando, coisa e tal. Do nada tiro do bolso um outro plano - leia-se plano ou projeto como um pedaço de papel com uns desenhos... tipo, nunca fiz projetos mecânicos em minha vida. Enfim, sei que começo a sentir essa sensação de ambição, de roubar outros projetos.
(corte de tempo)
Estou eu numa lanchonete, começo de manhã. Ouvimos um estrondo, pessoas correndo nas ruas - lembrou um pouco as cenas lá do 11 de setembro. Vêm uns operários aflitos falar comigo, dizendo que o prédio duplo que eu fiz acabou desabando. Tipo, um turbilhão de pensamentos na cabeça no momento, a agonia de imaginar sendo preso, dos colegas descobrindo que roubei os projetos, do dinheiro que tinha ganho indo embora... só tive vontade de sair correndo, largar a profissão e... meio que acordie, aflito com a parada. tinha tempo que não tinha um "pesadelo", por mais surreal que tenha sido - pelo disparate de "mundo" no qual vivi no sonho e que vivo na vida real.
Motivo da escolha do tema? Só porque comentei com Cacá e Maritana sobre engenharia. E lembro que quase peguei o documentário do 11 de setembro na locadora. Ah, falando em locadora, a GPW não comprou uma cópia sequer do Shaun of the Dead. PUTA QUE PARIU! [ ]
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Sábado, Novembro 13
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18:14 SONHO
É, ta se tornando divertido.
Momento curioso do cochilo noturno. Acordei de motivo natural. Nao foi nenhum barulho, nada que me acordou. O sonho terminou, senti os braços completamente dormentes e enquanto "curava-os", tava escutando "Pictures of You", do The Cure. Tipo, essa é exatamente a última música do playlist que coloquei no MusicMatch. E não é a primeira vez que coloco ela pra dormir. Talvez o cérebro já tenha aprendido que essa é a última musica mesmo. Que coisa hein?
(ao longo do escrito lembrei de trechos anteriores relacionados a algum tipo de hotel, estadia, canais de televisão, cortina... mas nada muito claro. só mesmo o trecho a seguir voltou à tona de forma fresca. e faz um pouco de sentido a ligação dos dois sonhos, com relação a espaço físico)
Bom, o sonho foi, mais uma vez, com coisas recorrentes dos sonhos dos dias anteriores. Meu condomínio em Villas, dessa vez de uma forma até muito mais nítida do que o normal, espacialmente falando. E depois a presença de pessoas do colégio anchieta. Ok que rolou um plotline antes que não lembro qual é, cujo clímax foi uma briga entre funcionárias da GPW. Uma ex-funcionária e mais alguém, que se engalfiaram contra o que parecia ser o muro do condomínio. Após o ocorrido, todos ficaram apreensivos com a chegada olicial e a maioria do sonho foi esse clima tenso. Eu e Luna ficamos nas redondezas esperando ver o que ia acontecer. O lugar onde aconteceu o incidente foi num apartamento perto do meu, que estava entupido de gente, meio que um barzinho de dois andares - que confesso que tava até interessante. Lembro que fui um dos primeiros a ver uns PMs chegando próximo ao tumulto e logo quis tirar meu corpo fora, afinal não tinha nada com aquilo. Acabamos indo lá em casa, eu e Luna.
Bem, em certo momento houve uma correria e fuga geral. As pessoas querendo se esconder pra fugir de interrogatórios policiais... policiais esses que estavam pelo condomínio seguindo e pegando os jovens. Vi essa cena também nitidamente do vão da cozinha que dá direto para o centro do condomínio. Surgem figuras do Rio Vermelho, lembro de Mari Estrela (da Los Canos) e Nina, querendo entrar no meu apartamento para se livrar dos polícia. Fui bem escroto, de início, negando E vendo que comecei a amolecer, Luna foi mais ferrenho, "sempre que ajudei alguém nessa situação me fudi". Deixei as meninas de fora, meio putas da vida. Ao voltar para a sala do meu AP, vejo um bando assustador de gente na varanda, televisão entrevistando algumas pessoas no jardim, enfim, o caos. E vários dos que estavam na varanda - dentro de casa, do lado de fora apenas por um portão de vidro - usavam a farda da GPW. Comentei, "por que porra todos vieram pra cá", e Luna responde pontual, "você é a única pessoa que eles conhecem".
Bom, resolvemos sair. Parecia que ali era o lugar calmo do acontecimento, e que o bicho tava pegando atrás do meu edifício. Além do já citado, tinha um equipamento super estranho. Um holofote gigantesco que estava mirando para uma placa de aço a uns 100, 150 metros de distância. No momento parecia ter alguma lógica, tipo um exame de balística... mas... mas não tinha sido uma briga de mulher? Bem, os caras que operavam aquilo estavam putos porque não parava de passar gente na frente. No meu jardim encontro quem? Manoela, de novo, só que alterada dessa vez. Parecia uma garota ativista. É a lembrança que tenho. E ela tinha guardado no fundo de seu Buggy (!) uma maleta térmica com ingredientes para fazer cachorro quente - provavelmentealimentação durante suas ações. Lembro da maleta ser azul, de ter, meio coberto com plásticos, a salsicha com molho, feijão e queijo ralado. Falava com ela enquanto ela fechava um sanduíche daqueles. Conversamos e acabei mostrando os pontos no pé por causa da biópsia, contei um pouco com o foi.. e de repente aparece meu - também - ex-colega do anchieta Rodrigo, conhecido como FOF. Um cara que foi meu clega desde o maternal mas que nunca fomos grandes amigos. Era uma figura meio reclusa, coisa e tal. Hoje em dia virou playboy e deve estar malhando e ouvindo pagode em posto. É a vida - e eu sendo um escroto, desculpa cara! Enfim, ele tava em pé quando se juntou ao papo, mas quando viu os pontos meio que passou mal, sentou na grama e se encostou mum dos pneus do buggy. E esse foi o último momento que lembro. [ ]
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Sexta-feira, Novembro 12
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13:04
SONHOS
1) Uma coisa está sendo recorrente. Já são três sonhos em sequência, praticamente, que conta com a presença de Manoela e mais um povo do Colégio Anchieta. E o mais engraçado é que como já os tinha visto em sonhos anteriores, fui falar com eles já com aquela sensação de "ah, vocês de novo", sendo que hoje teve a presença de Mariana Lopes, mais conhecida do que amiga. Onde? Parecia ser um shopping. Rodízio de pizza. Eles estavam numa mesa num piso superior. Os vi de longe, Manoela, Lucas, um outro que não lembro e a Mariana. Lembro da posição das mesas. Falei com todos, mas não tive vontade de ficar por lá. Eu lembrava mais desse sonho, quando acordei no meio da manhã. Acho que tinha alguma relação com Villas, porque é fresca a sensação de que algumas coisas tinham se repetido de outros sonhos. Mas enfim.. já foi.
1.1) Então... não foi bem Villas e sim uma boate que tínhamos algum compromisso. Eu, Metade, Maritana, Luna, Mingau, toda a trupe. No sonho era a Korum, mas essa fica na pituba acho. E essa boate na Barra, quando acordei no meio da manhã, parecia ser algo com o que já sonhara antes - e a imagem eh muito forte, lembro bem do lugar inclusive, devo ter escrito em algum canto... enfim, acho que estavamos na casa de minha avó, já que na segunda parte do sonho estávamos lá. Em algum momento resolvi ir de bicicleta - ? - e me desbanderei praquele lado da cidade. Me toquei que estava de camisa social, mas de short, quase um samba-canção. Como pude esquecer a maldita da calça? Comecei a planejar ligar pros meninos pra levarem uma calça pra mim, ou então eu voltar tudo pra comprar uma calça nova. Já tinha rodado bastante até chegar num ponto que não sabia ocmo descer para a Graça (bairro colado na Barra). Lembro que pra mim, a boate ficava perto do Bohemia, popular bar daquela área. Comecei a perguntar pra pessoas. Lembro em específico de uma senhora que trabalhava no fim de linha da BTU (lembro de ter fechado um ônibus em algum momento com a bicicleta). Ela começoua falar que eu podia pegar um ônibus, eu dizendo que estava de bicicleta, ela falando que era longe demais, eu achando um absurdo... sei que no fim das contas fiquei puto com aquela complicação de conseguir chegar e voltei tudo (na montagem do sonho, souberam cortas cenas inúteis e já estava direto na próxima cena. Shopping?! Casa de minha avó? Não lembro. Sei que o uso do short fez sentido em algum momento porque era uma espécie de protesto que achara em algum lugar. Algo a ver com aversão a se vestir de tais modos para ser considerado alguém... enfim. Já estabelecido de volta, comecei a ligar para as pessoa,s pra saber onde estavam, pra pegar minha calça e levar... daí começa a ficar tudo meio confuso e não muito claro. Não cheguei na boate... e com certeza já sonhara com ela antes.
1.2) E esse lance de ir no shopping pode ter relação com ter encontrado com os colegas de colegial...
2) Cobertura aqui de casa. Sonho bem estranho. Começa que estava pelado quando chegam algumas pessoas. Uma mulher, corpulenta - não gostosa, corpulenta - que veio verificar a piscina. Veio acompanhada de uma pirralha. Em poucos minutos começou a chegar um bando de gente. À essa altura eu já tinha conseguido me vestir.... oe desenrolar da história foi uma confusão de gente tentando fazer a sucção com a mangueira pro processo de esvaziamento do recipiente, colchões sendo molhados no "subsolo" da piscina (abaixo do piso), vez ou outra aspecto de encontro familiar com pesosas se encontrando, formigas me picando nos cotovelos... enfim, típico sonho embolado sem muito sentido e pouco divertido.
[agora, penso no seguinte... sempre é muito fácil decifrar essas coisas... querem ver? Korum, ontem vi duas vezes sobre o show de uma banda local, a Little Bell For Sing, nessa boate. Hoje tem um show na Facom, no Rio Vermelho, que vou descer com a trupe e a combinação da carona ficou meio incerta... sem saber se era carona, que buzú pegar, ir andando a partir de um certo trecho - a bicicleta. Tipo... não é difícil. A piscina? Simples assim: minha mãe ontem passou o dia falando com lojas de piscina, porque a pintura que fizeram ficou uma porcaria. Foi mal atendida por alguma mulher - a corpulenta implicante com o sistema de sucção no sonho. Formigas? Tinham baratas na caixa do G5 que eu e Luna desembalamos ontem no nosso novo trampo. Estar pelado? Ontem foi mais um dia de ver minhas vizinhas se trocando deliberadamente, no momento em que estou fumando meu cigarro na cobertura. Os colchões? Como esse foi o segundo sonho, antes eu acordara - no meio da manhã - e vira o colchão que meu cunhado dorme jogado aqui no quarto... só não explico Manoela e cia. E é isso...] [ ]
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Quinta-feira, Novembro 11
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13:05 SONHO
Incrível como esses cochilos bagunçados sempre funcionam bem pra gerar boas aventuras durante o sonho. Agora de manhã, escutando umas músicas, minha mãe berrando pela casa, interfone tocando.. .típico caos desse horário tenebroso que é das 10 ao meio dia da manha em qualquer domicílio preenchido.
1) Não foi bem o sonho, mas a sensação de saída de corpo. Sempre exercitei isso mas nunca tinha alcançado o nível de hoje. eralmente faço no meu horário de ir dormir, durante a madrugada, me concentrando, meditando, sinto o corpo cair os batimentos, relaxar, levar um tombo nele próprio, mas nunca sai muito disso. Hoje, durante.. qual foi a música?... esqueci, enfim... Durante alguma música, me concentrando nela, senti que o tombo do corpo ia ser maior do que o normal e levei aquilo ao extremo. Foi como se alguem puxasse minha consciência um metro acima do meu corpo físico. Meus olhos não abriam direito. Se o que via era imaginação? Não sei, mas a sensação era real. Minha irmã estava no computador logo ao lado. Nesse lado da realidade fantástica falei com ela que tinha conseguido flutuar um pouco. Depois de acordar, ela negou que tivesse comentado qualquer coisa... Mas o que senti foi sério, um grande avanço pra mim. Me movi muito pouco. Não estava paralisado como de outra vez descrita aqui. Eu apenas... sentia grande parte de meu corpo desligado de mim. Lembro de ter me virado pra me ver dormindo - cena clássica de pessoas que fazem isso comumente. Mas os olhos não abriam. Ao longo da cochilada não consegui mais brincar disso. Talvez tenha ficado animado demais.
2) Villas do Atlântico, de novo. Estamos no apartamento onde hoje mora meu irmão e a família. Farei um breve resumo porque no fim das contas nem foi tão interessante. Eu de bobeira, tomando cerveja, rolaram umas vizinhas gostosas que curtiram meu som, primeiramente com a canção "Unchained Melody" (aquela de Ghost), que... hmmm... talvez essa seja a parte interessante do sonho. As músicas que tocavam no computador estavam fazendo parte da história. As meninas acabarm me chamando pra ficar de papo furado na varanda delas, escutando essas músicas, que, imagino eu, estavam na sequência certinha do que ouvi durante a dormida, tomando uma cerveja (lembro de uma delas ter combinado comigo que íamos revezar a distribuição da bebida). Em algum momento choveu pacas, molhou toda a minha varanda. E é só.
Mas é isso aí. [ ]
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Terça-feira, Novembro 9
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03:26
SONHO
1) LAGOA arrodeada de matagal... Eu e Maria Isabel (ex-colega de segundo ano que veio se retornar amiga minha na faculdade). Estamos sozinhos navegando nessa canoa. Começa a rolar um clima, nós ficamos e era algo proibido. O momento é interrompido por umas crianças que surgem numa margem de terra. Nitidamente eles olhavam curiosos e risonhos, por detras de uma trave completa de futebol.
De repente surgem outras pessoas, desconhecidas, não sei se no nosso barco ou em outro. Estamos perdidos. Íamos pra casa de alguém, que ficava num grande condomínio de praia. Tanto é que discuti com um dos caras sobre o mapa, que no local indcado por ele mostrava uma espécie de posto de gasolina para navios. Não lembro de onde partiu o barco?
2) BANHO em meu apartamento em Villas do Atlantico. Porta shampoos caído no chão. [ ]
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Segunda-feira, Novembro 8
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03:03 Comecei a começar as coisas por aqui. Um pouco de roteiro ali no canto, reinício de montagem do vídeo de Peu mais pra cá... no fim dessa semana vamos ver aonde estarei. Provavelmente no segundo recomeço do começo das coisas. Oxiúros Filmes ativar. Forma de filmes ainda não capturados durante mais um longo e inútil fim de semana semi-etílico.
(...)
Queria mandar um alô para uma tal de Gabriella. Uma desconhecida que diz que me conhece e que passou uma hora e meia no telefone comigo hoje. Foi bacana. Ela é divertida. A ligação tava uma porcaria, mas enfim... saí da rotina. Tive que parar de ver o piloto de "Kung Fu", mas isso também não tem problema. Sim, ela trabalha na VIVO. Se alguém tiver mais informações, por favor entre em contato.
(...)
E uma coisa é certa... o mundo não está certo.
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Domingo, Novembro 7
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12:50 SONHO
Tipo: Hiper realista
Tema: Absurdo; totalmente fora de contexto cotidiano
Cenários: 1º sonho (meu estacionamento); 2º sonho (Pizza Hut do Iguatemi, estacionamento deste, Centro de Salvador, prédio comercial perto da Pizza Hut).
Pessoas: 1º sonho (meu ex-chefe Franklin); 2º sonho (principais comparsas - ao pé da letra, como direi a seguir - em Dinha e os irmãos Perazzo, companhias de mesa e conversa nunca vistas antes, Mirela, Manoela e Lucas - colegas meus e de Dinha no Anchieta).
Tema: Assalto à loja da Pizza Hut e nós sendo pegos.
Tou com preguiça de escrever. Foi daqueles sonhos dos quais acordar é um alívio absurdo. Hoje na verdade foi uma das raríssimas vezes em que ACORDO e não SOU ACORDADO. E meus dedos estão piorando. Pelo menos os da mão esquerda. Acho que meu corpo foi até generoso comigo no passar dessas semanas de problemas estranhos... não fui atingido lá embaixo, no nosso órgão vital, e agora não sou atingido na mão direita. Pelo menos estão deixando espaço pra eu aliviar as tensões do dia-a-dia. Valeu sangue. Você é um cara legal.
Enfim, mas como sempre, existe um pouco de explicação. Apesar de saber que estacionamentos devem significar alguma coisa, o sonho reflete um pouco a vistoria que dei nas minhas fotos aqui em casa ontem. Por exemplo, os amigos do anchieta que apareceram bem do nada no sonho... Mirela eu vi num barzinho ontem, e Manoela e Lucas estavam nas fotos. Dinha estava nas fotos. A parte mais intrigante de tudo é... a Pizza Hut e a história do assalto - e tudo isso relacionado com Peu e seu irmão... se bem que vi os dois nas cenas de "Um Beijinho Apenas", aqu ino computador. É, na verdade foi bem divertido, principalmente por ter um calhamaço de 3, 4 mil reais no bolso. Bala! [ ]
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Sábado, Novembro 6
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05:22 30 e tantos reais. valeu pelo DJ. balão mágico e secos e molhados sem sequência é algo raro. mas salvador vive de raridades, entã é isso aí. valeu. ah, já falei da diabetes? já, né: semana que vem confirmo isso, amigo.
(...)
"Efeito Borboleta" é uma meeiridade de filme super valorizado. que filme mais chinfrim, puta que pariu. tudo que eu esperava do trailer. mas acabei alugando pra conferir. e eles conseguiram conquistar o mainstream. é isso que conta. filhos da puta! [ ]
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Sexta-feira, Novembro 5
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10:28 eu achei que não tinha melhorado. segundo pesquisas que fiz na internet esses novos sintomas indicam diabetes. mas quem sou eu para dar qualquer diagnóstico? Deveria ficar sem beber um mês pra ver o resultado nessas reações no meu corpo. Provavelmente meu fígado está em pandarecos. E lembrei outro dia, num bate papo - acompanhado de 5 ou 6 chopps - com Zeba. Meu avô morreu de diabetes. Acho que isso não é um bom sinal. Enfim, pelo menos não é nada no pulmão. Continuarei fumando.
(...)
Ponto para a SonicFoundry. O Vegas Vídeo é um programa do caralho para edição, e só conheci ele durante alguns minutos. Dane-se o Adobe Premiere pirata que eu tinha e aquela BOSTA do Studio Deluxe da Pinnacle. (isso foi só um desabafo, não espero que quem leia isso saiba d que estou falando!). [ ]
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Quarta-feira, Novembro 3
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01:32 é, acho que preciso colocar Van Morrison nessa lista aí ao lado... o cara é absurdamente inspirador. Todas as músicas dele tem um momentum otimista, pra cima... tanto é que me fez vir atualizar essa joça, pra mim mesmo, como sempre. Van Morrison é um músico e poeta americano, da frutífera década de 70.
(...)
Acreditem... tou afim de conhecer alguém. Brincar de namoro e de casinha, pra ver no que é que dá. Estou à caça - e provavelmente amanhã vou apagar isso, hehehe...
ueun [ ]
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