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Terça-feira, Dezembro 28
02:50  


Querido site de relatos diários que começa com a letra "B". Hoje foi um dia diversificado. Além da disidrose estar melhorando - aparentemente - fiz muita coisa legal. Baixei um monte de coisa no emule, instalei o SoundForge 7.0 e tentei colocar vários plug-ins do século passado quenao funcionaram direito. Mas daí comecei a ler o "Battle Angel Alita", primeiro mangá com o qual tenho contato - visual, pois baixei no emule também. E só comecei a ler essa série porque vai ser adaptada por James Cameron daqui a uns anos. E então depois assisti um filme francês, "O Adiversário", onde o Daniel Auteil (ou seja lá como se escreve o sobrenone dele) mata a família e temos que achar o filme surpreendente por ser uma história real - duh. A melhor parte do dia no entanto foi retomar o contato com a Kenny in Hell, "remasterizando" as MP3 que tinham por aqui. Parece que os caras vão voltar mesmo. E fechei a noite com chave de ouro vendo "Elf - Um Duende em Nova York", com Will Ferrell. Esse cara é uma peça, muito engraçado. Não percam...

E eu quero um isqueiro novo de Natal. Em breve estarei de volta ao Malboro, a todo o vapor. Sussa!  [ ]


Domingo, Dezembro 26
15:03  uma menina colega de marcio por quem fico afim numa volta dela de viagem... guia broder de algum feriado passado com amigos longa daqui dando telefone. bicicleta roubada na frente do meu prédio... droga. festa infantil no meu prédio. colega de márcio surge. conquisto ela depois de acordar e voltar a dormir... e na verdade nem sei se ela existe.

ia escrever esse sonho todo mas fui almoçar, assistir trechos de programas infantis dos anos 80 - a Simony era muito fofinha -, ver a notícia dos terremotos e ondas gigantes matando 5 mil pessoas na índia... e a disidrose tá um pé no saco, apesar de estar apresentando melhoras. quero estar bem para a formatura terça-feira.

Indico: "Pelé Eterno", apesar da trilha-sonora horrorosa e dos efeitos especiais exagerados (a abertura é embaraçosa); um russo aí, "O Retorno", que como todos os russos, é lento pacas, mas com uns pirralhos numas atuações absurdas - enfia Jake Lloyd no cú, George Lucas!; "Como se fosse a Primeira Vez", pela Drew Barrymore e por ter momentos divertidos... Adam Sandler e a Drew juntos sempre resulta em algo bacaninha, vide "Afinados no Amor"; e por fim , "Mar de Fogo", aventura bacaninha com o Viggo MOrtensen, que não apela para efeitos visuais, monstros e coisas do gênero... boa diversão. Não indico: "Alien Vs. Predador". Morte ao diretor Paul W. S. Anderson!  [ ]


Sexta-feira, Dezembro 24
12:28  nem sabia que o banco fechava às 10 horas. dei sorte em achar fácil um lugar no estacionamento do Iguatemi, abarrotado de gente. ouvia no rádio que durante o virote de ontem pra hoje rolou pancadaria entre seguranças e clientes. o denunciante chamou os caras de trogloditas, mas não falou o motivo da briga. enfim, estava eu no banco, no fim da fila de umas 20 pessoas, pouco depois de ter descoberto que cheguei no horário limite. todos ali presentes estavam com um aspecto meio triste de "acho que gastei de mais" ou "de menos", o espírito do natal. um dos 5 caixas começa a falar um pouco alto, olho para lá, vejo essa pequena beldade carica sendo atendida, de aparência de fim de adolescência e roupinha tipicamente provocante de festa de pagode ao ar livre. enfim, estavam todos na fila olhando a discussão, que terminou em algum momento e a mocinha saiu. como aprendi com o pai de um amigo, olhei para o outro lado antes dela passar por minha fila, então não pareceu que estava interessado em olhar suas coxas, o que fiz logo que ela invadiu meu campo de visão. a tal saiu pela porta rolante e parou na área de auto-atendimento para conversar com um desses universitários ajudantes que dão informações. bem, o post de hoje foi só para explicitar meu sorriso quando volto minha atenção para os caixas e TODOS os homens, de adolescentes a coroas de 60 anos, olhavam sedentos na direção da moçoila. Homem é tudo igual. E viva novamente o espírito do Natal!  [ ]

Quinta-feira, Dezembro 23
18:32  tem coisas que não aconteciam que costumava sentir orgulho de mim mesmo. de nunca ter tido uma doença séria, um acidente de carro, ter sido assaltado e de nos últimos anos não ter passado mal por causa de bebida. recentemente não tenho sido legal com minha vida e o resultado é a eliminação de alguns desses itens. e parece que tudo começou em baía formosa, durante o filme. as mordidas de morisoca que me provocaram a alergia - a tal da dermatite, que está controlada - e um retorno aos destilados. é fato. bebidas destiladas não me fazem bem. além de me dar azia, se no exagero, me pegam de jeito. porque na cerveja eu exagero às vezes... mas sempre é sossegado. controlável. parece que é só beber água que não vem ressaca alguma. mas foi eu tomar doses e doses de Montila com Coca-Cola lá em Rio Grande do Norte que passei mal, duas vezes. é eu aproveitar whisky gratuito em formatura que começa o refluxo em meu estômago. e foi zerar uma garrafa de tequila ontem com mais 8 pessoas da loja na comemoração de fim de ano que...

ok, foi mistureba. tinha começado na cerveja, tomei duas sirigueloscas - o que começou a me dar azia -, voltei pra cerveja e fiquei assim a noite toda. no café cancun, aquele pardieiro que pode ser bem divertido se for com a companhia certa, festinha da GPW na área superior, velhos e novos amigos, uma grande família que tive o enorme prazer de conhecer. a disidrose tava pegando. evitava olhar meus dedos, pra não baixar meu astral. já no ápice da festa, quando a maioria das pessoas desceram pro espaço de dança, me via bebendo mais e mais e fumando mais e mais... eu que prometera a mim mesmo não fumar ontem. Rá! até parece... e eis que quando a festa tinha que terminar e o combinado da boate com a empresa já chegara num limite, o chefe entrega mais uma grana para o estabelecimento, pra sustentar a manguaça dos funcionários da loja. mas a evasão foi instantânea. De repente só ficaram alguns, bêbados e empolgados em estender a noite. e a grana deixada não seria gasta só com cerveja. qual a decisão mais sábia? pedir uma garrafa de tequila e fazer 6, 7 pessoas zerarem-na em menos de 20 minutos às 5 da manhã, sendo os últimos a sair do lugar.

(...)

Minha mãe bate na porta. Gritando alguma coisa. Meu Deus, ainda me sinto bêbado, pelo menos não estou enjoado. Calor de sempre, por que tá tão escuro? Minha mãe grita mais. Que horas são? Preciso ir buscar a grana do vídeo das freiras. "A porta está trancada!", minha mãe grita. "Que trancada, minha mãe?", lá vou eu até ela e... é, a porta está trancada. "não lembro de ter trancado", abro-a. "Márcio ligou pra você, dizendo que ia viajar hoje e... você vomitou, Rerrê?!!!" como assim?. opa, o que é isso do lado de minha cama. hmmm, pedaços de quibe e um litro de água que bebi antes de dormir, que beleza. pelo menos não está cheirando. mas a cena não está bonita e não tem como eu dizer que não bebi muito ontem. "deixa que eu limpo, mãe". "claro que é você que vai limpar, menino você está fogo, não para de sair e encher a cara", etc, etc, etc...

Tive que limpar o vômito do chão do meu quarto às 10 e meia da manhã, puto por terem me acordado naquela hora, por ter passado mal, por não lembrar por que tranquei a porta, pela desidrose cada vez mais escrota, pela minha irresponsabilidade, pela calça nova meio suja... puto por perceber que o caminho que levou minha vida nesses últimos meses não é dos mais saudáveis. voltei pra cama, ainda muito enjoado, ignorei uns 5 telefonemas ao longo do sono, consegui sonhar, acordei às 3, não consegui almoçar - pior que foi pela comida, nem pelo enjôo, que puta arroz bosta que me fizeram! pelo menos consegui ir buscar minha grana e amanhã sou um cara um pouco mais de dinheiro do que o normal.

dinheiro esse que sustentará minhas cervejas e cigarros para os próximos dois meses, provavelmente. mas tenho que prometer não tomar whisky, montilla, roska e tequila. elas me deixam mal.  [ ]


Terça-feira, Dezembro 21
01:06  ficar mais velho acaba um pouco com antigos medos. estava eu no playground do meu prédio fumando um cigarro... que é na verdade o único momento em que uso o playground do prédio, quando chego tarde da noite e preciso pensar um pouco, aproveitando minha amiga nicotina. sendo que hoje não estava bêbado. então.. e aí que num dos lados da parte externa do play, na parte detrás do edifício, sempre rolou esses pequenos redemoinhosde vendo. e um pedaço de papel fez um puta barulho estranho, que pareceu passos de alguém, depois um inseto gigante de aproximando de mim... mas em todo momento eu sabia. "deve ser um papel", e não senti medo algum. há alguns vários anos atrás seria diferente.

(...)

mas se fosse um inseto de verdade eu sentiria medo. odeio insetos... e odeio essa incurável disidrose - é, aprendi que se escreve com "i"  [ ]


Quinta-feira, Dezembro 16
09:54  SONHO

(ia colocar umas imagens ilustrativas das pessoas e lugares, mas tou sem tempo)

Nossa, nunca me acordaram num timing tão perfeito do sonho. abrir os olhos entre uma locação e outra foi como ir para um intervalo comercial - só que desliguei a televisão pois tenho coisa pra fazer agora de manhã. e na real fiquei contente com esse lance de ser acordado na hora certinha porque, apesar do sonho ter sido super nítido, não estava tão interessante.

Foi típico sonho sugado de pequenas coisas do dia anterior. Mistura de GPW com Márcio Mello com pessoas que encontrei.

saída de algum lugar que não lembro qual, combinei de deixar meu carro onde estávamos. Era um lugar alto, na area do hiper bom preço... a quadra de futebol talvez? O que faria sentido. Como passei boa parte do dia de ontem na GPW, e como a última festa que fui da loja foi lá, então faz todo o sentido. Fica combinad então deu ir com Medo pra outro lugar. Fui andando nesse caminho barrento que tinha uma cerca ao longo de sua estensão. Coincidência ou não assisti o espetacular e simplista "Geração Roubada" ontem, cujo título original é "Cerca à Prova de Coelhos". A geografia do lugar é qe ofi interessante. Bem ressonante àquela área. Enfim, morro abaixo, passam carros do meu outro lado... e um deles foi o de bruno. Lá vou eu a pé mesmo. Ok, lembro que combináramos de descer pra alguma loja de conveniências de posto.

Quando chego, perto do hiperposto, e mais especificamente naquela pista onde tem transito constante, antes do cruzamento com a ACM, percebo que está havendo competição de alguma coisa. Algumas pessoas, de capacete e acessórios, estão nesse... não lembro o que era. moto? mobilete? walkmachine? não faço idéia. Desciam morros, atravessavam pistas. Enfim, teve essa garota que teve problema com alguma parte do seu (?). Eu e mais um cara - fisicamente me parece ter sido Leo, amigo recente, namorado de Gabi - a levamos no posto pra consertar. O atendente, cara negro e grande, super gente fina e com um ar misterioso - típico personagem coadjuvante que rouba cena - , nos oferece uma cola de cera ou algo do gênero. Sugeriu em troca da cola de bastão que pedimos. Lembro até do "Leo" ter perguntado à garota, "seu pai não tem ?!, ele pode usar essa pistola depois". Mas nos convencemos pela super cola vermelha lá que o cara ofereceu. Passou pela minha cabeça a forma como colocaríamos no ?! da menina. E a imagem era uma espécie de cone sendo colado num suporte, tudo com aparência plástica-metal. QUe diabos de transporte era esse? Não consigo lembrar!

(...)

E houve essa apresentação musical Alex Góes e outra banda depois. EU, Dinha, Metade e Foca (acho), que fomos pra ver a segunda banda, estávamos numa espécie de sala de aula, bem cheia por sinal.

Deixa eu explicar o por que dele aqui. Alex Goes é um músico de segunda categoria, que junto com outras estrelinhas porcarias do cenário pop soteropolitano, vão tocar no Festival de Verão, roubando espaço de bandas de rock em ascenção na cidade. Uma dessas estrelas porcaria é o Márcio Mello, figura que encontro no mínimo uma vez por semana pela cidade (até em São Paulo já me bati com ele). E encontrei o Márcio no restaurante de comida a quilo Skilo ontem. Ah, e ele tá namorando com uma de minhas paixonites da faculdade, Névoa. Ainda bem que 1) desde sempre nunca gostei da música e da figura dele e 2) Névoa tinha perdido seu brilho há muito, muito tempo. Enfim... só pra terminar a história do Alex Goes, ele tem essa música irritante chamada "Império em Pó", cujo clipe é algo podre de se assistir e serviu de ápice pra eu criar desentendimentos com o cineasta local Araripe Jr., diretor da pérola. Ufa.

Então, voltando ao sonho. Os musicos ficam no palanque de professores. Tem a caixa de som do lado esquerdo, na parede, e namoradas ficam embaixo, na mesma parede, olhando orgulhosas. No público, lembro de ter visto Marcio Mello. E a imagem das namoradinhas no local com certeza tem relação com a historia de Névoa. Enfim, o guitarrista, antes da apresentação, vem e diz algo, "então nós vamos tocar um pouco de pop, talvez abrir com um roquezinho, mas vocês entendem que nosso tipo de música é diferente, não somos um Retrofoguetes ou um (???)". Eu e os caras nos olhamos com desdém.

E começam a tocar, e apesar deu não lembrar a letra, rolava o som nitidamente. Lembro que olhava pra trás, pra metade, achando a canção uma bosta - e realmente era, típica do Alex Goes. Até conheço a namorada dele na vida real, uma linda garota, irmã de uma amiga, mas não vi seu rosto na plateia de groupies. Sim, em dado momento fico puto em ver um sujeto dançando feito louco com aquela música podre... e pra minha "vergonha", era Cássio, ex-colega de cursinho que não falo direito há mais de 6 anos. Porque ele aparece? Bom, ontem na GPW encontrei o irmão de meu outro melhor amigo daquela época. Sò que como Fred era o recatado e Cássio era o trash, que curtia pagode e era um forrozeiro de primeira, meu subconsciente o colocou lá pra fazer mais sentido.

Ele meio que deu uma volta na sala dando aqueles passos bizarros. Comentei com Foca, ele forçou a vinda dele até mim, que, menos empolgado do que esperava, me cumprimenta. Lembro que em algum momento da música (pouca gente cantava junto, foi bem patético na verdade, o que me fazia torcer internamente por um fracasso no Festival de Verão) o guitarrista sentou com as namoradas pra tocar no violão, num "momento" íntimo ou coisa que o valha. Uma das meninas brinca de jogar um casaso em cima dele, o que acaba atrapalhando, mas todos riem alegremente. E em algum momento surge Bira, funcionário das antigas da GPW que foi demitido recentemente e sobre quem falamos muito ontem. Sua aparição foi estranha, de minha parte rolou um papo tipo "po, voce falou comigo ali e nem me reconheceu", como se ele fosse Cassio e não tivesse me reconhecido... enfim.

Acaba que eu e minha turma saímos dali. Mas antes, numa espécie de corredor com uma janela no final fico batendo um papo com Bira sobre loja e mais alguma coisa. O dia parece estar amanhecendo, acho estranho. Acho que tinha a presença se mais algumas pessoas conosco. Mas lembro apenas de conversar com ele.

BIRA
Os caras foram no Tony, aquela choperia.

Os outros comentam algo.

EU
Porra, voces tão sendo generosos, chamando Tonys de choperia. Aquele lugar é...

ALGUEM
É, sempre achei aquilo com cara de pizzaria.

EU
Porra nenhuma, eh um pardieiro. Sempre que vou lá vejo facada, briga de prostituta... puta que pariu, vou acabar lá de novo.

E foi por aí. Foi um dos diálogos mais nítidos que tive em sonho recentemente.

Saio caminhando0 (com alguém?), passamos por uma espécie de portaria e lembro de comentar, "Alex Goes é foda, né?", e pensar que as pessoas que estavam ali poderiam ser produtores ou amigos... bem, daí rolou um pensamento "foda-se".

Estava chovendo. O lugar me lembrava a escola Girassol, onde estudei toda a minha infância. O corredor, a saída em si, o espaço físico - apesar de bem misturado. E chovia de forma bem cinza, também num dos momentos mais realistas que já tive em sonhos, ver aquela chuva. E pensava no barro que ia ter que pegar, quando lembrei estar com a chave do carro. Olho o estacionamento e quando começo a caminhar pra lá... é aí que acordo.

Aracajú, aí vou eu.  [ ]


Quarta-feira, Dezembro 15
08:47  tem sido uma semana ocupada. terminando vídeo das freiras (incluindo aí umas 40 novas imagens escaneadas e montadas), entregando jornal da GPW hoje e mais tarde dando uma de fotógrafo. Pra fechar com chave de ouro a semana, tem essa viagem de dois dias pra Aracaju, a parte de quinta-feira. viajar novamente! que beleza. ok, é Aracaju, logo aqui em cima da Bahia... mas é viagem, conhece outro lugar, outras pessoas.

descobri novo medicamento para passar nas mãos, e pelo visto parece que dessa vez a desidrose vai embora. ela que começou a atacar os pés... não terá muita vez nos próximos dias - ainda mais que como a viagem é em família, é de se esperar menos nicotina e álcool no meu sangue, o que sem dúvida acelerará o processo de cicatrização. e será, acho, a quarta ou quinta pomada que utilizarei. pqp!

estarei livre hoje à noite pra terminar "Arremate por Atacado"? Hmmm...  [ ]


Quinta-feira, Dezembro 9
17:51  eis minhas mãos. feridas e fugindo ao meu controle. é foda o corpo reagir de forma pouco esperada. o que acaba me deixando deprê. hoje não está sendo um dia legal. acordado várias vezes durante a manhã, inclusive pra esvaziara piscina lá em cima, que parece estar causando uma infiltração no meu apartamento e vazando água do lado de fora. avisei a minha mãe que não ia porder ajudar quando o sujeito viesse averiguar. mas tive que ir. acabei ferindo mais a porra das pontas dos dedos. e dei um foda-se, metendo as mãos na água com cloro, porque o cara não soube fazer a sucção com a mangueira, para o processo de esvaziamento.

tenho coisas a fazer, pessoas pra ver... mas essas poucas coisas, essas milimetricas feridas que nunca parecerm se estão piorando ou sarando, estão me desabilitando.

e na real escutar a trilha de "brilho eterno" não está me deixando num mood. depois escrevo sobre o filme. no momento tou assitindo o DVD lá em cima, com comentários em áudio do Michel Gondry e do Charlie Kauffman. talvez termine o roteiro de "Arremate por Atacado". Descobri uma leve semelhança entre os dois filmes, o que talvez me ajude, injetando um pouco empolgação. e depois de dois fracassos seguidos, o video do bispo que nitidamente não agradou às freiras (ok, pelo roteiro já era fadado ao fracasso, mas... é foda!); e o clipe da enquanto isso... que me deixou feliz durante uma madrugada, meio decepcionado durante uma tarde e puto da vida no fim do dia. não ficou legal. e foi bom metade não ter gostado. surgiram outros planos. agora é tentar terminar alguma outra coisa.

e no fim das contas é isso. fisicamente indisposto. me vendo hoje, a barriga, as mãos detonadas, a barba adolescente que nunca cresce de verdade, o cabelo em pandemônio, uma espinha no pescoço... e as manchas esbranquiçadas no corpo, provocadas pela pomada, que terei que passar diariamente até sei lá quando, pra curar a tal da alergia que provocou a dermatite. pelo menos isso está aliviando e as coceiras foram embora. deveria ficar sem beber e sem fumar durante um tempo, pra ajudar no processo. mas do jeito que eu sou... só se os dedos começarem a cair.

achei que hoje era sexta e que o DVD estava atrasado de novo. Perdi a noção dos dias essa semana. Ainda mais pra quem achou que ontem era domingo, hoje seria segunda, não? Eu hein. O mundo não está certo.  [ ]


00:54  "hoje é quarta-feira, é feriado, não é um domingo, caralho!". passei o repetindo isso em minha cabeça.

mão esquerda. o proximo passo será começar a escrever de canhota. com a tal da desidrose na mão direita bombando - apesar de já ter começado o tratamento sério - o outrora inútil membro passa a receber mais atenção. em outras oportunidades ele já se saiu muito bem, de espremer laranjas até bater uma enquanto a direita está em outro canto. mas nesses últimos dias já rolou quebrar ovo, atender a maioria dos telefonemas, e coisas menores que antes nem me dava conta que fazia e agora percebo.. quando vou usar a direita e incomoda. parabéns à mão canhota. e chegada a hora da ascenção.

mas quero meus dedos de volta. teclar com número reduzido de funcionarios prejudica a produtividade.  [ ]


Segunda-feira, Dezembro 6
12:58  
TOP 10
Dos últimos vários dias

Tive pesadelo com baratas, talvez pela primeira vez em minha vida. Apesar do asco a insetos ser algo que já dura muito tempo e deu já ter travado épicas batalhas com esses malditos seres cascudos, voadores, de patas finas e pinicantes, acordar suando e assustado olhando ao redor da cama à procura de um ninho delas foi algo aterrorizante. Levei uma meia hora pra voltar a dormir.

E tudo na verdade piorado por essa azia filha da puta que me atacou às 7 da manhã. Não adiantou comer uma banana nem bebericar um pouco de leite puro. O final de semana, além de etílico e nicotino, foi grotescamente gastronômico. No aniversário de ontem, com suas 10 horas de duração, além de pãezinhos suculentos, devorei 4 acarajés e dois pratos consideraveis de acompanhamentos de caruru - não curto essa iguaria baiana, só o feijão tropeiro, o vatapá, a farinha... Enfim, e no dia anterior foi mais gororoba. O resultado não foi muito bonito.

E tudo isso acarreta ainda mais no cultivo da minha querida barriga, que nos últimos dois ou três meses aumentou consideravelmente. Algo em torno de 4 a 5 quilos é o que cresci nesse tempo. Exercício?! Academia? Esporte? Tá difícil. Nós, esses pseudo-boêmios, nerds inveterados, estamos fadados a esse insucesso de se tornar "tiozinhos" com antecedência. É uma pena. Além de não ser muito bonito também. Mas geralmente é aconselhável dar um foda-se e passar a ver a barriga como um acompanhante de suas aventuras. Quase um segundo órgão sexual.

Dez dias consecutivos acompanhado de minha querida cerveja. Chopps claros, escuros, cariocas, long necks, latinhas, garrafas normais, quente, gelada, mais ou menos, em copo plástico branco, transparente, de vidro, de boteco, estilizado da bohemia, em baldes de aço inox... enfim, das mais variadas formas, essa preciosa delícia que agracia o ser humano em sua história... esteve presente em todos esses meus últimos dias, em quantidades além do que a memória pode lembrar e o bolso pode bancar.

Como tudo não são flores... e além da azia - que já vem me atacando desde a semana passada - e dessa tal dermatite espongiótica não ter sarado... eis que a desidrose que surgiu há algum tempo resolve piorar absurdamente, mesmo que em apenas um dedo. Não é o fim do mundo e terá tratamento, mas esse aspecto necrótico, o inchaço, o incômodo ao teclar está me irritando pra caralho recentemente. Dermatologista nos próximos dias!

Uma coisa é certa. Sou um filho da puta gastador inveterado. Detono quantias consideráveis de dinheiro em uma semana. E não me importo com a fome na África, desculpem. Somos burgueses de classe-média, consumistas devoradores, que pelo menos sabe escolher no que gastar. Não vejo como vou consegur guardar o que estava prometendo, nesse mês de dezembro. Minha sorte são pagamentos em atraso que me devem, o seguro desemprego que devo começar a tirar nesse mês e minha decisão em ficar uns dias sem sair. Claro que estou com diversos débitos, mas no final das contas deve haver superávit e... ZzzzZzzz

Sexta-feira foi dia de presenciar uma das melhores noites que já tive no Calypso (Rio Vermelho). O melhor show da enquanto isso... no local e um dos melhores no geral. Muita gente conhecida, clima alto astral e diversão ao pé da letra. Grande Abóbora e sua deliciosa vocalista e Capitão Parafina também bateram ponto. No fim das contas... uma grande surpresa na semana!

Assisti a uma pré-estréia de Os Incríveis no domingo de manhã, de ressaca, me sentindo um cara muito escroto por ainda estar exalando álcool e cheiro de cigarro, com cara de zumbi pouco dormido, e acompanhado na sessão por centenas de pirralhos felizes e saudáveis. Mas o filme superou qualquer sensação ruim que pudesse surgir em mim. A Pixar é genial, Brad Bird é um cara filho da puta, a computação gráfica está atingindo níveis absurdos de qualidade técnica e visual e esse desenho é uma das coisas mais empolgantes que assisti nos últimos tempos. Ah, e nota para a dublagem - como sempre, a companhia de dublagem da Disney fez um trabalho espetacular, não contratando pseudo-atores pra dar vozes aos seus personagens. Mas vou reassistir com o som original, talvez apenas por causa de Samuel L. Jackson. Muito, muito bom! Nesta sexta-feira num cinema perto de você!

Assim como a cerveja, meu amigo fumo esteve comigo na maioria do tempo. Sinceramente não sei quando vou largar. Na maioria das vezes é podre, me deixa mal no dia seguinte, fede pra caralho, piora minha desidrose. Mas toda noite, lá estou eu, e sempre fumando quando acho que estou de bobeira. Ainda bem que não fumo em casa. Uma vez ou outra. Se morasse sozinho provavelmente já estaria morto. Mas... mas espero terminar de fumar um dia... espero sim... chuif...

E por fim, mas não por último - afinal não houve ordem nisso aqui, está por ordem do nome da foto - conheci essa garota sensacional, com quem ainda espero sair e curtir bastante. É o tipo de conexão, física e... intelectual, diríamos assim, que a gente encontra poucas vezes. Afinal, depois de quase dois anos, era de se esperar que uma desconhecida surgisse e me chamasse a atenção dessa forma... e que ela se interessasse por mim, claro.
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Sexta-feira, Dezembro 3
02:26  enquanto o transito na cidade auenta, tentaeri diminuir a cerveja n omeu sangue... sao as clnclusoes do dia  [ ]

Quinta-feira, Dezembro 2
11:37  

Sem muito sentido. Tenho sonhado essas noites mas o exercício de escrevê-los está enfraquecendo. O de hoje em particular parecia ser bem interessante, mas fui surpreendido por uma ligação às 8 da manhã, por um DDD que não me era estranho... (84). "Natal! Rio Grande do Norte! Baía Formosa!". Confesso que passou pela cabeça ser a garota de 16 anos que tive um casinho lá na época do filme, mas na real era o Zé Maria, protagonista do filme "Sonhos de Peixe", que com bastante fé chega aos cinemas ano que vem - e se possível com menos do que as 3 horas de duração do primeiro corte, sendo feito em São Paulo. Enfim, o cara, local da vila de pescadores que serviu de locação pro longa, estava querendo saber de faculdades por aqui. Não soube informar muito e o cartão soube ainda menos ser paciente. Enfim.

Mapa do meu condomínio em Villas. Não "meu", no sentido da palavra, mas sinto essa posse mais devido às lembranças. Até porque o Condomínio Tahiti hoje em dia virou um refúgio de calmaria para famílias iniciantes, como a de meu irmão, que atualmente mora no nosso apartamento. Aquele lugar foi meu refúgio infantil e pré-adolescente e me sinto abençoado por aqueles veraneios. Inclusive engraçado eu lembrar de Villas... no sábado, formatura de um amigo de colegial, encontrei nada menos que a primeira garota com a qual dei um beijo de língua. Nunca foi uma grande paixão, mas foi gozado encontrá-la, ouvir alguém me chamanro de "Rerrê" (e não "Wrêwrê)", e descobrir que ela foi colega de faculdade durante anos desse cara que é um dos meus melhores amigos.

E alguma coisa acontece na minhas órbitas. Meu sistema planetário está começando a se descontrolar. Talvez algo estranho esteja por vir - além da barriga e da dermatite.

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