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2004
|Janeiro||Fevereiro|
|Março||Abril|
|Maio||Junho|
|Julho||Agosto|
|Setembro||Outubro|
|Novembro|Dezembro|
2005
|Janeiro||Fevereiro|
|Março|
Segunda-feira, Maio 30
11:10
escutando:

o feriado foi embora. parece que estive viajando. dormi três noites fora, fiquei longe do computador e da hbo e durante todo o tempo tive a gostosa companhia de paloma. com quem os dias ficam cada vez melhores. os sonhos estão cada vez mais constantes e bem relatados no caderno de bolso que comprei há algumas semanas num desses mercados feitos em 40 minutos. até baixei hoje "a interpretação dos sonhos", de freud. provavelmente nunca vou ler, mas... da olhada geral que vi, foi engraçado notar que ele escrevia os sonhos e os interpretava de forma um pouco semelhante ao que faço. não que eu seja um gênio... ou ele... mas... enfim...

semana passada acabei me batendo com esse livro, anjos e demônios, do autor do best-selles sobre os mistérios da obra de da vinci. acabei gostando, apesar de super pop e clichê. está sendo como valer a pena ver um bom filme de aventura, o que não foi o caso de pagar R$8 pra assistir sahara, super produção que fracassou nas bilheterias mas no qual tinha alguma esperança de extrair algo bacana. parece ser um filme com o richard chamberlain dos anos 80, com uso extensivo de dublês de peruca, sequências de ação cansativas e homogêneas e poucos atrativos... tipo, não vale. tadinha de paloma, que acabou indo domigo. mas a programação nos cinemas está mesmo podre.

preciso voltar para o dvd da soma e terminá-lo essa semana. e ver com meu amigo Luna, retornado de são paulo hoje, as possibilidades criativas e financeiras para os próximos dois meses, antes da provável ida para a terra da chuva lá no sudeste.

ah, e ennio morricone rules... é dele a trilha que escuto no momento. o cara é foda. lembro que uma das primeiras trilhas sonoras que ganhei, há mais de 10 anos, foi o de a missão, que continua sendo uma das minhas preferidas.

alguém está lendo isso?  [ ]


Sábado, Maio 28
09:30 uma coisa é certa. minha ausência aqui tem poucas causas. ou é computador quebrado, ou uma viagem, ou uma fase muito ocupada (raro)... ou o que acontece hoje em dia, em que a vida está mais interessante do que escritos aleatórios. é difícil entender, talvez, por que justamente quando há uma certa fervorosidade no meu cotidiano me ausento de entrar aqui e espairar um pouco com meu teclado. simplesmente acontece.

dormi na casa de paloma nos últimos dois dias, o que provocou bons sonhos. o que me leva a uma outra teoria de que dormidas em lugares diferentes são sempre um catalisador pra o trabalho maior do subconsciente. talvez a quantidade de sons diferentes, temperatura, tipo de cama, etc. na real, nos últimos dias, tenho conseguido manter um ritmo no registro de aventuras do R.E.M., mas é bem claro que em duas noites, escrevi bem mais que nos dias anteriores. ou simplesmente me concentrei mais.

revendo a agenda, depois de ter feito todo o previsto e algo mais...

hoje - aniversário de gordilho e talvez guarajuba
domingo - provavelmente meter as caras no DVD o dia inteiro
segunda - luna chega
terça - minotauro fight, com a lbfs
quarta - saída com zeba, aniversário
quinta - pré estréia de o guia do mochileiro das galáxias (wheee!)
sexta - show gratuito da soma na são roque ou "o dia em que me cadastrarei na casa de cinema"
sábado - aniversário de foca e tuti, terei que escolher... sarapatel ou feijoada? hmmmmm....

enfim. bons dias venho tendo. relaxantes, pulsantes, longe do computador, absorto no namoro. paloma rules! e o último tango em paris é uma porcaria. apesar de estupidamente bem fotografado.  [ ]


Terça-feira, Maio 24
05:06 tive insônia. acabei deitando em meu próprio divã e relendo uma antiga caixa de e-mails. relembrando a péssima história da revolta contra mim por uma turma da faculdade com a qual fiz um vídeo, há anos atrás. é uma das quatro oportunidades que o extinto diário de bordo exclamou em minha cara que o que eu fazia era errado... ser tão sincero dói pra caralho em ambos os lados...

ainda não me perdôo em ter perdido os diários do segundo semestre de 2001 inteiro. era uma boa fase, introspectiva, conhecendo minha sobrinha, cuidando de minha mãe, conhecendo sêcos e molhados, apagando fantasmas e conhecendo pessoas novas.

descobri hoje que minha caligrafia não está tão ruim. escrevendo num papel em branco, até que o texto fica aparentemente alinhado. mas a mão ainda dói. sinal dos tempos.  [ ]


02:34 crepúsculo dos deuses é um filme absurdamente bom! a qualidade de gravação do CD da little bell for sing, como caty tinha comentado comigo, tá do caralho!. o dvd da soma vai ficar também muito bom, hoje foi dia de testar capas... enfim, não tenho muito o que escrever aqui... os momentos deprê estão calados há alguns dias. acho que a vida está boa demais.  [ ]

Segunda-feira, Maio 23
02:43 tou com saudades da chuva. minha barriga cresce e as madrugadas continuam sendo as mesmas. semana com feriadão com eventos mil, não posso esquecer.

quarta - aniversario de um broder do cursinho e tentar rever episódio III
quinta - show da Soma no pelourinho
sexta - aniversário de Maritana
sábado - aniversário de um broder do Anchieta
segunda - luna volta de são paulo, bebedeira na certa

e ao longo desses lembretes estarei terminando o tal do DVD, me mudando por uns dias e/ou noites pra casa da princesa, tentando começar um roteiro pra meter no braskem cultural, assistindo mais filmes culturetes pra tirar o atraso... e, claro, comendo mais palitinhos de sal da elma chips. aqui tem drogas, não é possível.

cada vez gosto mais e mais do chico buarque.
 [ ]


Sábado, Maio 21
19:53 gripei de novo. depois de duas infeções na garganta e uma crise de tosse, estou com uma gripe. 2005 não está sendo dos anos mais saudáveis.

ando sonhando bastante mas apenas escrevendo tópicos. preguiça de escrever mais.

o dvd da coma ficará pronto semana que vem

evitarei escrever da minha vida pessoal aqui.

mas paloma rules!!!

é isso

cof...  [ ]


Quarta-feira, Maio 18
12:57
SONHO
lembro de pouca coisa. quase que a porta não se abre.

então. estou aqui no meu apartamento. é dia. meus pais dormem. na real tem todo um clima de quando eu era mais pirralho, quando acordava às 8 da manhã e ninguém tinha levantado ainda. sei que ventava muito, muito. e de uma janela traseira eu vi que a chuva estava absurdamente torrencial, quase na horizontal. corri pra janela da frente e vi a cena. na orla, onde eu moro, centenas de ondas enormes - não gigantes, mais pra uma tsunami daquela recente - já invadiam a terra, já cobriam o muro do meu prédio e provavelmente o primeiro andar deste. corri pra avisar a meus pais, que estranhamente dormiam numa especie de sobrado que não existe, na verdade. estavam lá, me joguei na cama e os acordei devagar pra não assustá-los.

foi estranho, pelo que me lembre não houve muita aflição. era fato que os carros deviam estar cheios de água àquela altura e não havia muito o que fazer, a não ser temer um pouco que o prédio, com sua estrutura gasta e pouco confiante, pudesse desabar. tiveram ainda muitos detalhes, mas que me escaparam na tentativa de lembrança do sonho. motivo: estranho, não sei ao certo. talvez seja pelo fato de ontem eu ter tido vontade de criar uma comunidade qualquer no orkut e ter desistido... quando na real a comunidade sobre ondas gigantes que fiz, a pedido de um casal de amigos, é a que mais agariou (!) membros.

uma outra parte do sonho está bem perdida. era algo como um reformatório, eu mais novo, me envolvendo com uma garotinha da mesma idade. mas as idéias desse trcho estão bem vagas. motivo: assisti o bacana meninas de deus outro dia, que se passa num reformatório, e ontem tiveram uns pirralhos na caixa d'água do prédio de trás gritando pra mim e pra paloma. tive pena deles.  [ ]


Terça-feira, Maio 17
13:32 não estou numa fase de sair durante o dia, principalmente sem óculos escuros. a madrugada eh bem mais tranquila e agradável aos olhos.  [ ]

10:40 SONHO

engraçado como são as coisas. conversando aqui com paloma, comentei sobre lanchonete em estação de rádio e TV, lembrei da que visitei uma em São Paulo (da Rede Bandeirantes) e que tinha insetos lá... e acabei lembrando que sonhei com insetos.

era a casa de minha avó (locação constante) e lembro desse trecho deu matando insetos com inseticida. não lembro que espécie era. mas me recordo bem que era na sala de estar e que minha irmã estava comigo. motivo: ontem à noite, assistindo o tal do outubro, escutei um barulho de inseto, mas parece que ele estava preso no pequeno santuário de minha tia-avó. não vi nada, só o barulho mesmo.

então... óbvio que o sonho não foi só isso. lembro que aconteceram mais coisas por lá... hmmmm, ok, ok! Comida... rolou comida. incrível como a casa foi explorada, e com bastante realismo. nunca mais sonhara com o primeiro andar dela. a cozinha, a sala de jantar, a janela que dá pra garagem que virou varanda coberta. o jantar era oferecido por alguém... e rolava um velho toca discos no pé dessa janela, do lado de fora. Heitor? era Heitorzinho? amigo de Márcio e do povo... estranho. mas na lembrança está ele mesmo. enfim, fui um dos últimos a sair da "festa" e lembro de querer ficar - e acabei ficando, isso foi antes dos insetos - pra aproveitar os restos de comida. algo a ver com cigarro também nesse trecho... e algum desconforto com relação a escolha de músicas. motivo: ontem quem me adicionou no orkut foi ivan gordão, amigo de tempos de meu irmão e meu primo - morador atual da casa de minha avó -, e no profile dele tinha algo parecido com "comida preferida: de tudo, nunca viram minha barriga?". e ivan, além de músico - também explicitado no profile dele -, frequentava muito a casa de minha avó... é a única explicação possível. só não entendi a troca visual dele por heitorzinho. se é que foi heitor.

(lembrado depois) coisa mínima. sonhei que eu tinha boogie nights na pasta de filmes baixados aqui em meu HD. motivo: nada mais óbvio. o simples fato de estar baixando o garganta profunda.

não me recordo mais nada...  [ ]


03:06 ...assim como eu fazia na época do diário de bordo, quando passava parágrafos e parágrafos descrevendo a atualização do meu então site de cinema. essa semana será meio apertada e agendada, com o dvd da soma ficando quase pronto. tenho aprendido bastante, principalmente usando o help do programa de autoração de dvd. sinceramente não entendo por que as pessoas realmentesentem necessidade de fazer workshops... enfim. fato é que não levará muito tempo até o material estar pronto.

nesse processo, que inclui longas esperas para exportações para mpeg2, estarei lendo o livro do eisenstein, que tenho desde 2003 e nunca terminei de ler. também vou terminar o processo de compactação de minha coisas, reorganizando armários e deixando lembranças mais concentradas e guardadas. uma semi-preparação para uma ida de longo prazo a são paulo. tambem resolvi alugar uns clássicos, depois de ler o pobre mas iniciante livro do luiz carlos merten sobre a história do cinema. peguei lá na loja hoje o outubro e o alexandre nevsky, ambos do eisenstein, e rocco e seus irmãos, que assistirei amanhã, acompanhado...

e ela na verdade tem sido a cor da rotina desses últimos dias. naquela de "uma semana que parece um mês". está tudo nas ótimas, eu feliz por estar sentindo coisas que há muito não sentia. e vivendo... simplesmente vivendo. só um pouco triste por tê-la conhecido tão tarde!

nesse momento chega ao meu computador via emule a 2ª temporada de clone wars e provavelmente amanhã se completa garganta profunda, o clássico pornô que nunca assisti. e quarta-feira é dia de episódio III. ainda bem que ando ocupado com o dvd... se não minha existência nos próximos dias seria basicamente aguardar o promissor encerramento da saga de george lucas, que segundo a mídia americZZzZzZZZzzZ....  [ ]


Domingo, Maio 15
01:52
retirado do diário de bordo de 19 de Julho de 1998
Como tinha dito fui no HOSPITAL tirar sangue para meu pai. Eu, como o mais capaz de doar sangue sem problemas, fui o escolhido para a tarefa. Minha mãe não queria sangue de gente desconhecida, então tinha de ser transfusão casada. Eu estava tranqüilo, adoro hospitais e todo aquele clima. E eu ia ver meu sangue saindo de minha veia. Estava excitadíssimo com isso... Não sou anormal não viu? E só não faço medicina pois não sou dos que madrugam estudando. Pois é...

[droga, odeio interromper, mas vou almoçar agora. Não que eu esteja com fome, mas a médica mandou eu comer e beber bastante, para repor proteínas e etc, que foi embora com o sangue.. Lá vou eu!...13:31...]

[13:50... pronto! Agora de barriga cheia e escutando DJAVAN...]

Então, voltando à doação... Chegamos lá, eu e meus pais. Estava vazio o banco de sangue, que fica no hospital Aliança. É um lugar agradável, parece mais um consultório. A médica principal [droga, esqueci o nome], aquela bonita que comentei, se lembrou de mim e de meu pai, nos cumprimentou. Uma enfermeira que tava atrás do balcão começou a preparar uma ficha, pegou minha identidade e começou a perguntar as coisas de sempre: nome, endereço, etc, etc, etc... Logo depois me chamaram para uma sala. Não vi agulhas, bolsas de sangue, não parecia que ia ser ali o fato. Mas uma outra enfermeira, também muito simpática e agradável, veio me medir, pesar, e perguntou algumas coisas, se eu estava gripado, se havia bebido algo alcóolico, entre outras questões. Ela me pediu para sentar. Esperava que a doação ia começar ali, mas ela me pediu a mão para retirar do dedo algumas amostras de meu sangue para ver se eu tinha... hmmm.. apatia eu acho, não lembro o nome. Beliscou a ponta de um dos meus dedos e ficou pressionando para o sangue entrar em dois minúsculos tubos de ensaio que ela trazia na mão. Não estava doendo, e eu adorei ver meu sangue escorrendo por aqueles frasquinhos de vidro. Após isso a enfermeira me mandou sair, e pediu para que eu esperasse alguns minutos lá na sala de espera. Saí de lá com um pedaço de gaze no dedo furado.

Fiquei com meus pais, lendo um jornal. Eis que a Médica Principal, a bonita, me chamou. Adorei os olhos dela, bem azuis... Bem, não fomos ainda fazer a droga da doação, e sim para a sala da Doutora. Ela fechou a porta e fiquei com aquela coisa fofa sozinho dentro da sala. Ela puxou uma outra ficha de uma das gavetas da mesa em que estávamos. Começou a fazer um monte de perguntas, a maioria perguntando se já tive essa e aquela doença, ou se já tive contato com esse ou aquele doente.. Tudo negativo, nunca tive nada grave. Depois veio as perguntas mais escrotas: "usa ou se relaciona com usuários de drogas?", 'teve relações com prostitutas nos últimos 12 meses?", 'manteve ou mantém relações homossexuais?'... Putz, cheguei a dar risada na hora, mesmo sabendo que aquilo é coisa séria. Afinal qual a médica que ia tirar sangue de um bissexual drogado que adora putas de rua? Bem, depois deu negar essas perguntas pesadas ela me indagou quantas parceiras tive no último ano: 1 apenas, há uns 7 meses. Ela fez cara de espanto e perguntou: ¿Só uma? Você merece mais...¿ Eu deveria perguntar logo: ¿você é casada?¿. Deve ter sido comentário apenas amigável. Apenas dei um sorriso amarelo, tentando esconder o aparelho, que ainda não me acostumei a deixar ao ar livre. Depois do questionário (que mais parece um confessionário) ela me levou a uma outra sala, para eu fazer um lanchinho. Tomei um todynho com biscoito. Grande lanche para quem ia perder meio litro de sangue.

Depois um negão enfermeiro, parecido até com o Forest Whithaker (de FENÔMENO e A EXPERIÊNCIA), me levou para uma outra sala. Lá estava aquela outra enfermeira bonitinha que tinha tirado amostras do meu sangue. Certo... O cara me botou numa.. cadeira, não sei se devia chamar assim. Ah! esquece. Então sentei nessa poltrona, ele mandou eu botar as pernas num banquinho que tinha logo na minha frente, inclinou um pouco o encosto... tava tudo confortável, relax. Botei os braços nos apoios que tinha dos dois lados. Ele tirou a pressão no meu lado esquerdo e depois foi para o lado direito. Passou algo no meu braço, na área onde fica aquela veia principal, no começo do antebraço. Passou de novo e depois limpou. Foi ligar o rádio. Tocava um forró bacana, do Cavalo de Pau. Adorava aquela música, me fazia lembrar de Riviane. Depois colocou uma bolsa de sangue vazia em cima de uma pequena balança que estava ali do lado, puxou uma mangueirinha, colocou uma ponta nessa bolsa e a outra ficou na mão. Colocou alguma outra coisa na outra ponta da mangueira. Deixou aquilo de lado e pegou um pedaço de borracha, daquelas compridas, elásticas. Deu uma volta no meu bíceps, ficou meio apertado mas não reclamei. Deu uns tapas na veia e mandou que eu ficasse abrindo e fechando a mão. Vi a veia ficando mais e mais à vista. Então ele veio com a outra ponta daquela mangueirinha e tirou uma tampinha, mostrando assim a linda agulha que ia penetrar na minha pele, para dentro da veia. Levei um susto, não era uma simples agulinha, e sim uma brocadeira de 1 mm de espessura. Ele pediu para eu não olhar mas eu fiz questão. Vi ele enfiando aquele objeto pontiagudo bem na minha veia. Senti a droga passeando lá por dentro. Questão de centésimos de segundo, o sangue começou a descer rapidamente para a bolsa, que estava em cima da balança. Uau!! Quanto sangue, cara! Fiquei ali uns 2 minutos só apreciando. Era sangue, meu sangue! Nesse momento estava apertando uma bolinha, ainda com a borracha apertando meu ombro. Estava doendo um pouco aquela pressão toda, mas foi nenhuma. A DOUTORA chegou, pediu para eu não ficar olhando para a bolsa de sangue, e falou que qualquer problema era só chamar. Tá certo. Fiquei ali por mais uns 5 minutos, e chegou a hora de tirar a agulha do meu braço. Quando o ENFERMEIRO veio fazê-lo, eu comecei a me sentir diferente. Começou a dar uma azia, fiquei mais ofegante, a visão começou a ficar turva e eu de leve a ficar mais tonto. Logo depois do negão tirar a agulha do meu braço eu comentei. Ele fez um movimento rápido para inclinar totalmente o encosto. Eu achava que ia vomitar em cima de mim mesmo. Era uma ânsia incômoda, uma tontura chata e a visão ainda estava turva, cheio de pontos piscando. Veio uma outra enfermeira para levantar minhas pernas. Estava quase de ponta cabeça, com dois enfermeiros me segurando. Do tronco para cima comecei a sentir um frio incrível. Devia ser o sangue que eu perdera e agora estava vindo das pernas. Foi um frio incomodo, comecei a suar, apesar de não estar mais enjoado e tonto. A DOUTORA veio tirar minha pressão. Falou que tinha caído de 80 para 60. Deram um tempo ali e voltaram meus pés para o banquinho, onde estavam antes. O encosto ainda estava na horizontal, estava deitado. A DOUTORA falou que aquilo era normal, mas não muito freqüente. Meu corpo não reagiu nada bem à falta de sangue. Ela então comentou que eu não devia fazer mais doações, para o meu bem. Fiquei triste na hora, tava disposto a doar sempre que pudesse, mas pelo visto não vai dar. Fiquei ali deitado, quase dormindo, por mais uns 20 minutos, sempre com os ENFERMEIROS vindo ver como eu estava. O Forest Withaker trouxe um suco de uva com os mesmos biscoitos de antes. Comi tudo. Aos poucos foram me reclinando para frente. Botei os pés no chão, ainda sentado. Minha pressão foi voltando ao normal também aos poucos. Levou uma meia hora ate que eu estivesse em condições para me levantar e sair daquela sala. O fiz, fui falar com meus pais, que estavam meio preocupados comigo. Nos despedimos do pessoal e fomos embora. Meu pai vai voltar lá na terça para receber meu sangue. Até lá vão fazer uma bateria de testes (11 a todo) com o meu sangue, para ver se tá tudo OK! E tudo de graça. legal, legal... Não fiquei traumatizado nem nada. Adorei aquilo tudo, só foi chato o enjôo. Odeio enjôo e vômito. Acho o vômito a pior reação do corpo humano. É degradante e podre. ARGH! Fora isso adorei ficar tonto, sem sangue na cabeça... Eu pareço um psicótico falando essas coisas. Tipo um maníaco ou algo assim. Mas sou normal...

Não estou 100% ainda. Só vou poder sair de noite, e mesmo assim sem poder beber nada (alcóolico)...


(...)


hoje
É... na minha lembrança essa era uma das histórias que gostava de reler da época em que foi escrita, em 1998, quando meus diários eram repletos de babaquiçes que me incomodam de forma absurdo hoje em dia. Na real não tem nada demais... não melhorou minha madrugada deprê.
 [ ]


Sexta-feira, Maio 13
18:54
escutando:



mercado feito em quarenta minutos
projeto de portfolio em meia hora
pacote de stiksy vazio em meio filme
e em julho eu vou embora...?

(.......)

virei poeta, hein? ZzZzzZzzZ.....  [ ]


02:27 um grande abraço...
pra chico, joe, damien, jóia
carlos, jorge, hermano e norah
que sem dúvidas
só merecem esse laço, uma citação fácil...

por causa dela.

(...)

ando sem atualizar muito. a vida talvez não esteja mais exclusivamente só. continua na triste estagnação em vários sentidos. mas em outros caminhos, ela tem se sentido melhor.
ah sim, e um abraço pra mozart, igualmente.  [ ]


Terça-feira, Maio 10
18:23 me surpreendi hoje com a minha disponibilidade espontânea em acordar às 6 e meia da manhã e cumprir alguns afazeres domésticos, tendo ido dormir quase 3 da matina. na real só o fiz pra visitar uma garganta que estava solitária num apartamento almodovariano.

acabei apagando depois do almoço.

(...)

SONHO

São Paulo - se tornando cada vez mais constante - numa mistura com Belo Horizonte, com relação às andanças pelo centro. Nesse caso, e não lembro quem estava comigo, provavelmente Mingau, Luna e mais pessoas, passamos por um casarão semi-abandonado onde haveria show da Ronei Jorge, banda daqui de Salvador, em algum momento nos próximos dias. Me animei pacas, afinal era um evento com uma banda que conhecia e iria turminha jovem de SP pra fazer contatos.

Era um casarão velho, de colunas de mármore na frente e branca na maioria de seu interior. Ao entrarmos lá, um grande salão com bifê onde rolaria algum tipo de festa. Lembro de ter visto kibes e o espaço de show lá no fundo. Mas a grande viagem foi visitar um espaço que funcionava como um museu de recuperação de antigos objetos. Achei bem realista o espaço, as dondocas visitando o lugar e fazendo comentários estúpidos.

Enfim... lembro que teve algo com aeroporto e localização. Mapas... meio perdido. Acho que só lembro mesmo desse trecho do casarão.

(...)

Nunca mais listei meus downloads. na real nunca teve muito resultado aquilo. ninguém me fez encomendas. então danem-se. mas que meu amigo burrinho está um absurdo de funcionamento, ah se está.  [ ]


Segunda-feira, Maio 9
12:56 vim pro computador olhar resultados que não existem. sonhei com a divulgaçãoda petrobras, da ancine, do diabo a quatro. estou ainda meio zonzo. acabei de sair da cama, vir pra cá e ver que o emule está a todo vapor. de ontem pra hoje lá vieram mais umas 4 trilhas sonoras. que beleza.

mas os sonhos...

(...)

lembrei. bastou ir me concentrar e fazer meu exercício de relembre e pronto, lá veio a avalanche. funciona como um portal. você tem que descobrir qualquer trecho, imagem, sensação que teve durante o processo que aquilo vai abrir portas para todo o resto. então, começou com eu com o rosto rosa, lembrança real remetente a sexta-feira passada e à mensagem de uma "amiga" agora de manhã.

lá vou eu, tentar dividir.

(...)

SONHO

Então, tinha essa casa. Na real não lembro se era um apartamento ou uma casa de sítio, mas existia algo de nostálgico nela. Talvez lembrasse o atual espaço do escritório de minhha mãe lá em cima que antigamente era a sala de televisão. como ontem assistir directv na sala lá de cima... enfim, o Cinza gosta de confundir as coisas. Mas lá estou eu e acho que mais algumas pessoas, assistindo TV, escolhendo que canal de filmes assistir, coisa que faço normalmente.

Nesse processo acho que rolou uma viagem de viver o canal assistido. Ou não. De fato existiu uma grande sequência no sonho onde rolava o "império contra ataca" com um novo luke skywalker, mas minha sensação era a de estar dentro do filme. E especificamente a cena da chegada em dagobah (a terra do Yoda) foi bem delineada e o mark hamill substituido perfeitamente (lembro ter pensado em composição digital, etc). E no processo de aparecer o Yoda... bom... aí começa a ficar meio sem noção a coisa. Lembro da buzina da - agora - casa e eu indo até a porta. Abrindo-a, surge um sujeito mínimo que me entrega alguma coisa. E lá dos fundos vem um anão pegar o bagulho e dizer que aquele era o filho dele. Me senti bem porque, como expliquei para o anão pai, nem tinha percebido que o anão filho era mesmo um anão... roluo meio lance de preconceito, mas me saí bem porque realmente não perecebera que era um anão. Enfim... fato é que vi num filme sacaneando o david lynch outro dia que anões não aparecem em sonho e finalmente aconteceu comigo.

Uma outra sequência do sonho talvez tenha sido relativo a esse lance de assistir os canais de filmes. Porque de uma hora pra outra umas espécies de zumbis começam a tentar invadir a casa. Eu e os amigos desconhecidos vamos ate a frente da casa, com suas paredes de vidro, e tentamos nos defender, meio aterrorizados. Não eram bem zumbis. Pensem em "exterminador do futuro" e a cara do sujeito desfigurada. Era um pouco daquilo. Assisti este e trechos do "matrix reloaded" ontem de bobeira e acabou sendo um mix deles dois. os supostos zumbis começaram a derreter como metal líquido e descobrimos que era a chuva, que transformava eles em seres humanos normais.

Sendo que uma delas, posteriormente, estava no banheiro depois. E eu estava lá junto. Mas fato é que la estava super assustada, escovando os dentes rapidamente (como se quisesse se limpar urgentemente... pode ser que tenha comido carne humana ou sei lá o que). A parte estranha foi quando ela pegou uma mini escova com pasta que estava na pia e botou no bolso. lembro de ter pensado em algo relacionado a ela tentar achar uma cura ou motivs da transformação pegando a escova que era de alguma das outras pessoas transformadas. E houve um momento em que caseiros passaram ali perto e ela ficou com medo que fossem os colegas zumbis destransformados. O banheiro era desses típicos de fundo de casa, meio amadeirado, de porta com filetes de escape de ar... enfim.

Continuando... (foda, várias pessoas no MSN aqui ao mesmo tempo) ...

Então, mudança de local. Está rolando essa festa numa espécie de jardim dos fundos de uma casa. até cheguei a pensar que fosse a mesma casa, mas... mas não teve muito sentido, ainda mais que antes da chegada lá rolou algo como uma garota que me ajudou a achar o local. E chegando na festa, estava eu lá com ela, conversando e eis um cara veio querendo bater uma foto nossa. Lembro que detamos num banco de cimento pra ele fazer a foto e lembrei que deitado minha cara fica meio vermelha por problemas de circulação. Peço pra ver a foto depois, vejo que é uma máquina digital super profissa e... e tudo na verdade tem ligação com as noites de quinta e sexta.

Enfim, lá estou eu abraçado com a menina (não sei dizer se era uma amiga ou uma paquera) quando passam minha ex-cunhada Mari e sua amiga Tarita (as duas viajaram comigo pra Recife no carnaval). Não as vejo desde então. Vou até elas, que chegaram numa extensa mesa, e sou recebido meio friamente.

E por fim, outros dois trechos aleatórios. A disidrose estourando nos dedos e eu pensando em culpar minha mãe. E eu configurando uma conexão PCP (!) na porta 6600 (!) no emule e ele assando a funcionar que é uma loucura. As duas coisas fazem o maior sentido para os dias que se passaram.

E foi isso... ufa. desculpem qualquer erro detilográfico. sem saco pra reler.  [ ]


00:22
escutando:

particularmente a música "who knows where the time goes" repetidas vezes


simplesmente é um daqueles momentos que há 5 anos atrás provocaria um enorme texto de algumas "laudas". como meu comportamento com esse lance de escrever na internet mudou, fica apenas a afirmação de que... por mais incerto que sejam os próximos meses, indo pra são paulo ou não, fazendo a prova pra ancine ou não... esse fim de semana ficará marcado por duas coisas distintas, opostas, mas significativas. um lance de completo estouro de raiva, incomum nessa figura que escreve, que só alimentou a vontade de sair, ir embora, esvair-se, livrar-se... e por outro lado, na noite de hoje...

bom... um novo ânimo para as semanas que virão. inesperado, de sopetão e... e inteiramente sincero e... não que eu esteja criando imagens e fantasias, que eh uma certeza absoluta... mas foi diferente. como há anos não é. euforia? seria isso apenas euforia? duvido muito. ok, eh ruim dizer, mas sei lá, pode ser que só dure um dia, apenas uma semana. mas ela ter feito isso surgir em mim me deu um pouco de nova vida. um oxigênio diferente pra pôr nos pulmões detonados de malboro. um perfume novo, uma carona nova, uma companhia nova... e acima de tudo... não sei ao certo.

(...)

enfim, pedir desculpas a sei lá o que ou quem, sinto que é necessário e meio estranho ao mesmo tempo... é na real um pouco de trauma do passado, que, sim, ainda persiste. escrever coisas assim. nunca eh legal. mas simplesmente não me contenho, desculpem. a diferença é que no passado eu escrevia e me esvaía em palavras, por vezes ridículas de tão cheias de firulas amorosas, e nunca chegava a sentir o toque físico da que serviu de inspiração. amadureci, não sou mais aquele, com platonismos infundáveis e fantasias incômodas a muitos. mas simplesmente hoje a sensação foi diferente.

só preciso de dinheiro. pra ir pra... são paulo....... está longe ainda, deixa de besteira. não vá assustar ninguém com esse papo.

espero não assustar mesmo. deve ser estranho.

pelo menos você não cita mais nomes, lugares...

mas fica meio óbvio, talvez.

pra ela, somente.

é, talvez.

mas voce deve mesmo se sentir mal por não ter escrito outras histórias?

não sei, só o tempo dirá... e quem sabe pra onde o tempo está indo.  [ ]


Domingo, Maio 8
11:17 depois de ter dormido antes da meia noite, coisa que acontece umas duas ou três vezes por ano, foi estranho levantar alerta às 8 e meia. já no supermercado não estava no meu melhor humor e me vem uma alavanche de promoção de vendas dentro do estabelecimento, num café damanhã para a mamãe, oferecido pelo bompreço. até aí tudo bem. mas tinha um sujeito com um sotaque baiano da puta que pariu berrando num microfone, "parabéns mamãe, um beijo mamãe, o bom preço e seus fornecedores lhe dão aquele abraço", etc etc etc... mas foi simplesmente patético e sem noção o "locutor de promoções" dizendo, "quem está aqui também são os biscoitos marilan, gostosos como sempre...", cantarolando logo depois inspirado nos tribalistas "marilan i love you... marilan i love you... marilan i loove yooouu....". foi triste. minha sorte é que o tal café da manhã promocional terminou quando já estava na sessão de biscoitos, no meio das compras.

esse é um dos motivos que odeio a área de publicidade, incluindo aí promoção de vendas. fodam-se todos vocês da área, exceto meus amigos.  [ ]


Sábado, Maio 7
22:51 inclusive ia atualizar mais cedo, quando tava ouvindo Artie Shaw. mas estava tendo um papo bacana que precisava de atenção, então desencanei. fato é que não esto no melhor dos climas, querendo mandar tudo pra puta que pariu. o cinema brasileiro, os adolescentes dessa cidade, essa merda de cidade, o dia das mães, que foda-se tudo!

mas é só mentalizar... "em julho... em julho... em julho...".

eles têm que se conscientizar que eu quero e vou sumir um dia. que os agradecerei pouco com relação a algumas coisas.

vida sux, ser humano sux, à merda!

pelo menos conheci alguém bacana ontem que me deixou mais animado com semanas que virão.  [ ]


Quarta-feira, Maio 4
18:48
escutando:

reunião de ex-funcionários da GPW... na própria GPW. cerveja, malboro, velhos clientes. visitas nostálgicas são sempre bacanas. é daqueles momentos em que penso... "apesar de tudo, foi bom pra caralho ter conhecido essas pessoas".

enfim, estou estudando leis e decretos pro concurso da anc ine... estou aprendendo a usar o combustion. continuo vendo muito HBO e Cinemax. e nesse momento snuggets estão sendo esquentados no forno.

e o destino é engraçado, só o que tenho a dizer. beijo pra flávia... e taíse é muito fofinha. nenhuma delas lê isso auqi, mas o que vale é a intenção!  [ ]


Domingo, Maio 1
12:00 SONHO

michael jeter (ator baixinho francês que morreu há algum tempo) envolvido em algum plano de fuga (referência a o expresso da meia-noite, que vi ontem, e à espera de um milagre, que assisti um making of outro dia e que tem o jeter no elenco). escapar de onde eu nao sei. houve só uma cena específica dele jogando uma pedra que recicheteava nuns canos, como se tivesse tido uma idéia sem nos consultar. cheguei a falar, "já está tudo certo, falei com Frank, ele me disse o que fazer". o Frank pode vir do Clint Eastwood, tenho visto filmes dele mais do que o normal na tv a cabo, mas não se encaixa direito aqui. a não ser que seja por causa do fuga de alcatraz, outro filme de prisão bem bacana com ele no elenco. e não lembro se houve mesmo esse resto de história ou se simplesmente estava na lembrança virtual do sonho. sendo que não parecia ser minha pessoa lá e sim algum personagem, como dentro de um filme.

mas eu sendo eu mesmo estive em outro sonho esta noite, do qual me recordo muito pouco. sei que tinha eu e Luna e um monte de personagens que não sei quem são. se não me engano rolou na casa de minha avó de novo (ontem com o lance do bombeiro e hoje isso). lembrando assim parecia uma espécie de pensionato ou albergue, com um bando de gente em momentos diferentes. mas não lembro de nenhuma passagem exceto eu encontrando um caderno de anotações, desenhos e com uns roteiros meus impressos dentro.

e só... acabei não conhando com Fernanda, que pediu pra eu ter ela no meu subconsciente essa noite, o que não seria muito difícil, mas... é foda controlar o nosso amigo Sr. Cinza.

(...)

é, realmente estou na minha fase "sonhos", talvez muito devido a minha estranha pré-disposição em hibernar mais fácil no quarto de minha mãe, que tem uns blackouts e um ventilador mais forte - e mais em cima da cama - do que aqui no quarto. além do travesseiro de penas de meu pai, que está viajando. mas na real não tem mais muito o que dizer sobre outras coisas. só que kinsey é um filme bacana e que pra mim foi bom ver alguém pondo em palavras teorias que eu sempre quis desenvolver, sobre comportamento sexual do ser humano, sobre relacionamentos... enfim...  [ ]